Exibindo artigos em: Amamentação

20/8 2013

Porque eu sou ativista da amamentação – Blogagem coletiva 2013

Por Alessandra | Sem Comentários

Porque sou ativista da amamentação

 

A amamentação não precisa de defesas. Ela é o que é. Fundamental, vital, natural, importante para mãe e bebê.
Não deveriam ser necessárias teses e estudos provando sua importância. Porque é amor e vida fluindo de mãe para filho, e vice-versa.

Mas a gente complicou tudo e, hoje em dia, o amamentar é a exceção
“Coisa que se der para fazer tudo bem, senão o leitinho em pó resolve. Coisa que se faz só nas primeiras semanas porque depois a mãe precisa ganhar o mundo e sua independência. Coisa que as propagandas estão aí para dizer que você não precisa se esforçar para conseguir, afinal, você não precisa enfrentar as dificuldades que podem surgir. Culpa zero.”

Aí vem o pediatra
“Seu filho não está ganhando peso suficiente porque não está dentro de um determinado padrão que ele considera aceitável (ainda que nossos filhos não sejam bonecos feitos por uma mesma forma). Chupeta é coisa boa, cala a boa do bebê e te dá sossego. Se leite em pó não fosse bom a indústria não o venderia (oi?). Pare de sofrer com mamilos machucados e dê logo a mamadeira.”

Também sempre aparece uma boa alma querendo ajudar
“Dê  água para esse menino, ele está com sede. Chá disso para cólicas. Chá daquilo para icterícia. Ele está com vontade do que estamos comendo. Dê logo e deixe de frescura, dei para meus filhos e todos estão vivos até hoje. “

É tanto problema que aparece
“Você não tem bico. Sua mama é grande. Você não tem peito suficiente. Use bico de silicone. Nem tem leite direito aí. E o que tem é fraco. Ele chora porque tem fome. Você não está dando conta. Você não sabe o que está fazendo. Dê mamadeira com “engrossante” e ele dorme a noite inteira!

E a modernidade
“Nada de ficar à disposição desse bebê. Você precisa ter independência. O bebê precisa aprender a ser independente. Deixe ele chorar. É manha… bebê manhoso e manipulador. Só quer saber de peito e te faz de chupeta. Volte logo a trabalhar e introduza alimentos precocemente. Hora do desmame. Esse menino já tem dentes.”

Para a amamentação ter sucesso só são necessárias duas coisas: mãe e bebê. O resto só atrapalha.

E num mundo tão cheio de informações, muitas delas são equivocadas.
Por isso sou ativista da amamentação: porque precisamos difundir informação de qualidade para que toda dupla mãe-bebê tenha a oportunidade de trilhar uma linda história de amamentação.

Chega de mídia enganadora. Chega de profissionais não capacitados. Chega de pediatras equivocados.

Toda mulher pode amamentar. A amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses  (nada de água ou chás) e complementar até no MÍNIMO dois anos.

Suporte e apoio de qualidade é o que essa dupla precisa. Isto não é uma ditadura da amamentação, é a oportunidade de mulheres fazerem suas escolhas conscientes baseadas em informação correta.

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19/7 2013

13 dicas para você se preparar para a amamentação

Por Alessandra | Sem Comentários

Como ter sucesso na amamentação

Informação e suporte de qualidade: o segredo para garantir o sucesso na amamentação

Apesar de ser muito natural, a amamentação pode trazer algumas dúvidas, afinal, trata-se de um aprendizado, tanto para a mãe, quanto para o bebê. Mas, então, como podemos nos preparar para a amamentação?

Não, você não precisa passar aquela bucha vegetal nas aréolas e mamilos, como talvez você já tenha ouvido por aí. Hoje já se sabe que isso acaba com a camada de gordura natural que se forma nas mamas e serve para protegê-las, tornando-as ainda mais sensíveis.

A resposta não está nas mamas e sim na cabeça. A melhor forma de estarmos prontas para o aleitamento materno é ter informação de qualidade. Se tivermos a certeza de que podemos amamentar, que nosso leite é o melhor alimento para nossos filhos e que dificuldades podem aparecer mas, com a ajuda correta, elas logo desaparecem, estaremos prontas.

Se você está grávida e quer se preparar para esse momento especial, confira essas dicas:

1. Conheça a importância da primeira mamada
Converse com a equipe que irá atendê-la no parto e diga que você quer amamentar seu bebê na primeira hora de vida. Esse primeiro contato promove a proteção imunológica que o bebê precisa ao nascer, além de ajudar no sucesso da amamentação. Ainda que ele não queira mamar e apenas cheire ou lamba seus mamilos, esse ato ajuda na criação do vínculo entre mãe e filho.No contato pele a pele o bebê sente o cheiro e o calor da mãe, regulando sua temperatura, além de estabilizar sua respiração. Um dado interessante: o colo da mãe sobe até dois graus sua temperatura quando o recém-nascido e colocado sobre eles logo após o parto.

Peça para ficar em alojamento conjunto com seu bebê na maternidade. Essa prática faz com que mãe e bebê fiquem juntos o maior tempo possível, possibilitando o contato pele a pele e permitindo que a equipe do hospital possa auxiliá-la tanto na amamentação como nos primeiros cuidados com o bebê. Assim, você pode amamentá-lo sempre que ele requisitar e evita que seja dado leite artificial a ele.

2. Mantenha distância de bicos artificiais
Bicos de silicone, muitas vezes indicados já dentro das maternidades, só atrapalham a amamentação. Eles não permitem que a ordenha seja feita corretamente, diminuindo a quantidade de leite e ferindo os mamilos. Independente do tipo de mamilo que você tenha, não há necessidade de usar um intermediário, porque bebê não mama o bico e sim a aréola, onde estão concentrados os seios lactíferos, conhecidos como “bolsões de leite”.Chupetas e mamadeiras também são grandes vilões, pois costumam causar confusão de bico, fazendo com que o bebê deixe de querer mamar diretamente no peito. Se, por qualquer motivo, for necessário ordenhar e dar o leite materno de outra forma escolha o método do copinho ou a colher.

3. Tire o foco da balança
Nos primeiros dias o bebê irá mamar apenas o colostro. Os seios ainda estarão macios e o bebê aprenderá a fazer a pega correta. Após 3 ou 5 dias, acontece a descida do leite e os seios ficarão mais cheios.Todo bebê perde peso no início. A natureza é sábia e, por isso, nós já nascemos com uma reserva de energia. Essa perda de peso é, em média, de 10%, e ele pode ser recuperado até um mês após o nascimento.

Cada pessoa é diferente da outra e os bebês também têm suas particularidades. Por isso, se algum profissional disser que você precisa complementar a amamentação com leite artificial, busque a opinião de um especialista em amamentação que possa ajudá-la a corrigir possíveis problemas de pega e melhorar as mamadas.

E lembre-se: os gráficos de crescimento são feitos baseados em médias e isso significa que é normal, sim, ter crianças acima ou abaixo da média.

4. Aprenda a aumentar a produção
Apenas o ganho de peso não é fator decisivo para dizer que o bebê não está mamando o suficiente. Se ele estiver molhando entre 4 a 6 fraldas de xixi diariamente e estiver “espertinho”, ele estará bem hidratado.No caso de precisar aumentar a produção de leite beba bastante líquidos, descanse e aumente o número de mamadas. Outro fator fundamental é amamentar ou ordenhar as mamas de madrugada. Temos um pico de prolactina durante a noite e é importante estimular a produção neste período.

Nosso psicológico também influencia muito na produção de leite. Então, se perceber que está vivendo momentos de estresse, peça a ajuda de familiares para que essa situação seja solucionada e você possa voltar a relaxar e a se ocupar com o que você tem de mais importante naquele momento: seu bebê.

5. Conheça as recomendações do Ministério da Saúde
Os bebês devem mamar exclusivamente o leite materno até os 6 meses. Isso significa que até essa idade eles não precisam de mais nada, nem água ou chá. Após esse período inicia-se a introdução de alimentos e a amamentação deve seguir, no mínimo, até 2 anos.

6. Escolha a livre demanda
Hoje já se saber que ter horários rígidos para amamentar não é a melhor opção. Ofereça o peito ao seu filho sempre que ele quiser, pelo tempo que ele desejar. Assim a produção será estimulada e o bebê estará alimentado de forma adequada. Bebês têm a necessidade de sucção, por isso, ele provavelmente irá querer passar mais tempo mamando. Além disso, peito é o acalanto, a segurança e o carinho que ele precisa para entender esse mundo novo.

7. Não tenha leite artificial em casa
Algumas pessoas podem nos dar de presente, na melhor das intenções, uma lata de leite artificial. Agradeça e devolva – ou a dê para alguém que você saiba que já faz uso deste produto. Ter leite em pó próximo da gente pode se tornar uma grande tentação em momentos de dúvida sobre a quantidade de leite materno produzido. Prefira procurar ajuda profissional antes de apelar para este recurso.

8. Ignore conselhos errados
Sim, eles irão aparecer e você pode ignorá-los. Sempre haverá uma mãe, sogra ou amiga que vai te dizer que seu leite não está sendo suficiente e seu bebê está com fome, que chás podem ser dados para aliviar a cólica do bebê e que você está deixando seu filho mimado por permitir que ele fique tanto tempo no seu colo. Também vai ouvir dizer de alguém que se der leite artificial seu filho irá dormir a noite toda porque ele tem é fome. Mas a verdade é que bebês que tomam leite em pó demoram mais tempo para digeri-lo, afinal, ele não foi feito para o nosso organismo. Aliás, não há leite mais adequado para nossos filhos que o leite materno. Seu aparelho digestório ainda não está preparado para receber qualquer outro alimento. Agradeça a dica e a desconsidere.

9. Tenha o contato de grupos de apoio

O pós-parto e o início da amamentação podem ser um momento de muita insegurança e dúvidas. Existem grupos de apoio que nos ajudam a passar por esse momento com mais tranquilidade. Aliás, bater um papo com outras mães e trocar experiências é sempre muito gostoso. Confira alguns deles:

Amigas do Peito

Rio de Janeiro

http://www.amigasdopeito.org.br/
e-mail: amigasdopeito@amigasdopeito.org.br
tel: 21-2285 7779

Matrice
São Paulo
http://matrice.wordpress.com/
e-mail: grupomatrice@gmail.com
tel: 11-996223737

La Leche League Brasil
Rio de Janeiro
http://www.facebook.com/pages/La-Leche-League-Rio/228588697232880?group_id=0
tel: 21-2239-0304 e 21- 8116-4141 (falar com Francesca)

Maceió – Alagoas
tel: 82-3325-5710 (falar com Damaris)
e-mail: pmarroquim@ig.com.br

Grupo Virtual de Amamentação
http://www.facebook.com/groups/266812223435061/

Aleitamento Materno Solidário
http://www.facebook.com/groups/aleitamentomaternosolidario/

10. Saiba onde procurar ajuda
É possível surgirem dúvidas sobre a correta pega do bebê, sobre produção de leite suficiente, fissuras nos mamilos, tipos variados de mamilos (plano, invertido). Mas nada disso é motivo para você deixar de amamentar. Antes de desistir, procure ajuda especializada. Bancos de leite por todo o Brasil têm profissionais capazes de auxiliá-la com dificuldades na amamentação. Você também pode contratar uma consultora em aleitamento materno ou uma doula pós-parto para fazer o atendimento na sua casa.Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=393

11. Eles aprendem rápido
Com o passar do tempo, seu bebê ficará mais eficiente para mamar e aquela mamada que costumava demorar, pelo menos, 20 minutos, será feita em apenas 3 minutos, por exemplo. Não se preocupe, seu bebê terá mamado o suficiente apenas neste tempo. Trata-se da crise dos três meses. Aliás, o mundo estará mais interessante para ele, portanto, ele deixará de querer ficar apenas no peito para começar a observar tudo o que acontece ao seu redor.Também não se preocupe se seus seios não ficarem mais tão cheios, trata-se apenas do nosso corpo adaptando-se à quantidade que o bebê precisa. Em tempo, a maior parte do leite é produzida durante a mamada.

12. Prepare-se para o fim da licença-maternidade
Você não precisa introduzir leite artificial ou alimentos antes do tempo só porque tem que voltar ao trabalho. Comece algumas semanas antes do seu retorno a fazer estoque de leite materno congelado. O leite materno tem duração de 15 dias no freezer.Você pode fazer a ordenha manualmente ou com o auxílio de uma bomba. Já existem alguns lugares que oferecem o aluguel delas.

13. Acredite que amamentar é prazer
Passados os problemas dos primeiros dias, o aleitamento materno torna-se um grande prazer, tanto para a mãe quanto para o bebê. Amamentar é dar o melhor alimento que ele poderia ter e dar, também, carinho, segurança e conforto. Infelizmente ainda vemos muitos profissionais da saúde desencorajarem o aleitamento materno prolongado (após os 2 anos). Mas saiba que não existe hora certa para o desmame. Esse momento deve ser decido entre mãe e bebê.

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04/6 2013

Shakira ama amamentar e não pensa no desmame!

Por Alessandra | Sem Comentários

Shakira adora amamentar Milan

Shakira e seu pequeno Milan: felicidade ao amamentar

Sim, apesar de tantos exemplos negativos que vemos por aí no mundo das celebridades no que diz respeito ao parto e à amamentação, às vezes aparecem estrelas com atitudes do bem prontas para influenciar da forma correta uma legião de fãs.

Em recente entrevista à revista colombiana US Weekly, Shakira declarou o quanto a faz feliz amamentar seu bebê e disse que não pretende desmamá-lo tão cedo.

“A amamentação tem sido uma das melhores experiências da minha vida. Amo fazer isso e não posso parar! Acredito que vou dar de mamar até que ele vá para a universidade. Estou viciada!”, brincou a mãe de Milan de apenas 4 meses.

Sem reservas quanto ao que vão falar, sem aquele medo absurdo das mamas caírem, empoderada e feliz!

Esse tipo de exemplo é maravilhoso porque celebridades têm um grande poder de influenciar outras pessoas. Espero que muitas mulheres olhem para Shakira e vejam a mulher linda que ela é, poderosa e sem medo de curtir a maternidade em sua forma mais intensa: a amamentação.

Porque amamentar também é dedicação e entrega. Quando ainda é exclusiva, ou seja, até os seis meses do bebê, esse comprometimento é ainda maior. Impossível manter a vida como era antes. É necessário abrir mão de algumas coisas para se dedicar a ser mãe. Mas esta é uma experiência transformadora, fortalecedora e inigualável. Não há o que temer, apenas entregue-se e seja feliz.

Espero que Shakira esteja informada o suficiente para, ao encontrar julgamentos descabidos e orientações errôneas de profissionais – não tão profissionais assim – sobre o desmame precoce, possa fazer aquela famosa “cara de alface” e continuar a ser feliz com suas próprias escolhas.

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18/1 2013

Por uma infância com bonecas que podem amamentar

Por Alessandra | Sem Comentários

boneca-que-amamenta

É só percorrer com o olhar as prateleiras em uma loja de brinquedos convencional e verá inúmeras bonecas que tomam mamadeira, porém nenhuma que amamenta. Se você procurar em uma loja de brinquedos educativos talvez possa encontrar alguns exemplares de bonecas artesanais que amamentam.

Mas por quê a amamentação não é vista como algo natural e que pode (e deve) ser ensinado às crianças? Por que todo esse grande tabu com relação a um ato tão importante e belo?

Sim, tabu. Porque há pouco tempo houve a maior polêmica por conta de uma boneca lançada no mercado americano e que pode ser amamentada pela criança através de  um colete com florzinhas no lugar das mamas. Como se isso fosse de alguma forma estimular a sexualidade precoce. A verdade é que toda a questão sexual está na cabeça dos adultos.

Aliás, vamos falar em estimular a sexualidade precoce? Que tal a boneca Barbie? Do alto de suas voluptuosas curvas, ela exibe um rosto maquiado, veste roupas sensuais e tem o Ken (ou seja lá que nome for),  forte e bonitão para ser seu par.

Infelizmente o aleitamento materno ainda é um tema que desperta muito preconceito. Nós, ativistas e especialistas da área, temos um longo caminho de conscientização a ser percorrido. Nada que nos assuste. Muito pelo contrário, nos estimula a lutar para que outras mães consigam ter sucesso e prazer através  da amamentação.

O que assusta, de fato, é ver profissionais no caminho inverso, desestimulando a amamentação exclusiva até os 6 meses e continuada até os 2 anos ou mais. E esse é um cenário que precisa ser mudado o mais rápido possível. Mas não é fácil mudar a mente de uma sociedade que aprende, desde pequena, que o  normal é  alimentar os bebês com mamadeira.

Neste Natal demos para Gabi e para minha sobrinha uma boneca artesanal, que além de amamentar seu próprio filho também o pari naturalmente. Sim, porque é simples, é natural e ninguém precisa se envergonhar disso.

Para quem estiver interessado comprei na Flor do Sul Bonecas e recomendo 😉

Bjs

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04/12 2012

O louro, o educador e os peitos

Por Alessandra | 2 Comentários

Cena do reality show com mães e bebê do programa Mais Você: mães reclusas e infantilizadas

Cena do reality show com mães e bebês do programa Mais Você: mães reclusas e infantilizadas

O programa Mais Você da apresentadora Ana Maria Braga está com um quadro bizarro com H maiúsculo (piadinha esta do H por conta de um fora dado pela Ana Maria durante um de seus programas).

Nele, mães e crianças entre 1 e 2 anos participam de um reality show confinadas entre uma casa e um quarto de hotel. Sim, a exemplo de outros realities, elas competem entre si para ver quem permanecerá na casa para ganhar o prêmio em dinheiro e participar da campanha publicitária da marca de pomadas patrocinadora do show.

Triste demais ver crianças retiradas de suas casas, longe dos pais, sentindo todo o estresse que suas mãos estão passando por conta da competição. Nada saudável. Nada respeitoso. Exposição muito desagradável, aliás.

Mas o que levou os olhares direto para o quadro foi a participação constrangedora do educador Marcelo Bueno. De forma absurda e desrespeitosa ele disse às mães que estão na casa (e a todas as telespectadoras) que ainda amamentam seus filhos que devem realizar o desmame abrupto assim que seus filhos começam a andar. Com aquela velha história mentirosa de que a criança fica mais dependente da mãe e de que o leite não serve mais como alimento.

Além de ter sido bastante desagradável, o tal educador foi contra todas as recomendações da OMS, UNICEF e Ministério da Saúde. Todos eles incentivam a amamentação exclusiva até os 6 meses e prolongada até os 2 ANOS OU MAIS. Aliás, hoje já se sabe que o desmame nos humanos deveria ser entre os 2,5 e 7 anos de idade. E isso é uma média, claro, porque cada caso é um caso e deve ser respeitado.

Se formos falar de valores nutricionais, então, vemos o quanto o moço está completamente desinformado:
“As crianças que mamam no peito após um ano de idade, no mínimo duas vezes ao dia, conseguem garantir pelo menos 40% das necessidades nutricionais diárias. Além disso, as mães continuam garantindo uma ótima produção de anticorpos para defender essa criança de doenças.” esclarece Sônia Salviano, coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. Escrevi uma reportagem muito bem repercutida para o Bebe.com onde falo sobre a amamentação prolongada, leia aqui.

O educador também mostrou possuir dons de vidência quando disse que sabe que as mães querem desmamar seus filhos. Não foi o que notamos ao vê-las incomodadas e uma delas chorando depois de sua abordagem desastrosa #fail

Vimos o efeito disso naquele pequeno confinamento. Não sabemos como foi para outras tantas mães que amamentam alegremente seus filhos e assistiram a aquele show de horrores. Perigoso, absurdo, um desserviço. Enquanto lutamos para conscientizar a sociedade sobre os benefícios da amamentação (inclusive prolongada), vem um educador em rede nacional para destruir tudo. Um crime, convenhamos.

Fico pensando se é esta a imagem que os patrocinadores querem vincular às suas marcas: tamanho desacordo com as orientações em saúde pública.

Não assisti, mas fiquei sabendo sobre uma nutricionista que participou deste reality indicando o consumo de açúcar refinado por estes bebês. Oi? Alguém ai leu a Cartilha do Ministério da Saúde sobre alimentação saudável para os primeiros anos de vida? Falta de critério total da produção do programinha, hein?

Mas quero abordar aqui um outro assunto, tão importante quanto a amamentação: a infantilização das MÃES. Aliás, o que esperar de um programa onde o um fantoche de papagaio dá dicas “incríveis” para as mulheres, né?

Aquelas mães foram obrigadas a ouvir as orientações a respeito de uma situação íntima e pessoal de um homem que não é, sequer, um especialista em aleitamento materno. Aliás, duvido que elas tenham manifestado a menor vontade de desmamarem seus filhos antes desse episódio.

Tratadas como alunas em uma sala de aula, como crianças que devem ouvir e obedecer, como pessoas frágeis e sem opção de escolha.

Se você acha isso um absurdo, saiba que é exatamente o que acontece na maioria dos casos quando, por exemplo, uma mãe entra na sala do pediatra e ouve:
>> mãezinha, você tem que
desmamar seu filho
deixá-lo dormindo no berço sozinho
dar a ele todas as vacinas
dar uma vitamina porque ele está meio abaixo da média da curva de crescimento
entrar com complemento porque seu leite é fraco

Ou quando a gestante entra no consultório obstétrico e ouve:
>> mãezinha, você tem que
cuidar do enxoval que do parto cuido eu
vamos falar do parto só no final da gravidez
puxa, como você tem a bacia estreita
você não quer que seu bebê entre em sofrimento, né?
você sabe que o parto normal acaba com sua área de lazer?

Mãezinha não, nunca, jamais! Somos mães dos nossos filhos e qualquer outra pessoa deve nos chamar por nossos nomes, respeitando nossa individualidade.

Chega de infantilizar as mulheres na tentativa de que elas tenham apenas atitudes passivas.

O papel de qualquer profissional é compartilhar informação de qualidade, baseada em evidências. Chega de achismos, chega de privilegiar a conveniência do profissional em detrimento dos direitos de suas pacientes.

Cabe a nós, tomarmos as decisões, não aos profissionais. E a nossa maior arma contra esse tipo de abuso é a informação!

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09/10 2012

Ótimos livros para pais de primeira viagem

Por Alessandra | Sem Comentários

Esta semana escrevi uma matéria para o www.bebe.com.br sobre livros bacanas para pais de primeira viagem.
É uma lista com 15 livros, muitos dos quais já li, e aqueles que ainda não li, pesquisei profundamente para saber se condiziam com aquilo que acredito serem práticas conscientes de maternagem.

Vale a pena dar uma conferida lá:

 

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15/8 2012

BC – Porque eu sou uma ativista da amamentação

Por Alessandra | 12 Comentários

Escrevo este post participando da Blogagem Coletiva prosposta pelo blog Desabafo de Mãe em comemoração da SMAM 2012.

Percebi que muitos mitos envolviam a amamentação quando, em uma das consultas à minha antiga G.O., ela fez questão de avisar: “Se não ler esse livro, não faço seu parto”. O livro era o Nana Nenê , de Gary Ezzo e, francamente, eu não entendi o que ele poderia ter a ver com o meu parto. Mas, curiosa que sou, li o tal livro.
Entre dicas sobre como deixar seu filho dormir sozinho no berço – sim, chorando – e outros aspectos da “moderna maternidade” – que diz que os pais não devem mudar em nada sua vida por causa dos filhos – o livro defendia a rotina e o horário para a amamentação. Então, entendi. Ela queria que eu aprendesse a ter horários de amamentação para que não precisasse procurá-la com dúvidas. “Isso vai evitar que você me ligue pela madrugada”, confessou ela mais tarde.

Os que conhecem minha história sabem: mudei de G.O. e nunca coloquei em prática as ideais do livro – nem recomendo a sua leitura. Mas toda essa história serviu para que eu entendesse que teria que seguir meus instintos sobre o que achasse que seria melhor para minha filha. E, entre essas coisas estão: amamentação em livre demanda, exclusiva até os 6 meses de idade e continuada até quando bem entendermos.

Percebi, então, a importância de disseminar este tipo de informação, muitas vezes distorcida ou condenada por muitos médicos – mesmo que incentivada pelo Ministério da Saúde. Porque, com informação de qualidade, cada mãe tem a liberdade de escolher o que achar melhor para seus filhos e ficar tranquila por ter feito suas próprias e conscientes escolhas.

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08/8 2012

Benefícios da amamentação prolongada

Por Alessandra | Sem Comentários

A amamentação prolongada ou continuada – já que não se trata de algo que está sendo feito além do normal – infelizmente ainda é motivo de muitas controvérsias.

Apesar dos esforços do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e UNICEF em tentar promover a amamentação até 2 anos ou mais e exclusiva até os 6 meses de idade, muitos são os médicos e outros profissionais de saúde que aconselham as mães a desmamarem seus filhos precocemente. Não sei se por preguiça em procurar informações atuais e relevantes – há pelo menos 2 décadas se reconhece os benefícios da amamentação continuada – ou por falta de vontade de orientar corretamente essas mulheres, já que dá trabalho explicar sobre amamentação – prescrever o tal do leite em pó é tão mais facinho – o fato é que eles prestam um grande desserviço à sociedade.

Por que a amamentação continuada ainda é vista com algum preconceito e seus benefícios é o tema da matéria que fiz recentemente para o  Bebe.com.br

Vale a pena dar uma conferida lá: http://bebe.abril.com.br/materia/amamentacao-prolongada

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02/8 2012

Campanha de Amamentação 2012

Por Alessandra | Sem Comentários

O Ministério da Saúde lançou ontem a Campanha Nacional de Amamentação 2012. A campanha, que faz parte da Semana Mundial de Amamentação, tem como objetivos principais incentivar o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e sua continuidade com alimentos complementares até 2 ano ou mais. 

Este tipo de iniciativa é importante para conscientizar mães, familiares, mas também profissionais da saúde. Infelizmente ainda é muito comum, ver pediatras prescrevendo leite em pó como complemento para bebês, incentivado a introdução de alimentos antes dos 6 meses e condenando o aleitamento materno após um ano de idade. 

Eu tive tristes experiências com médicos que disseram ser absurdo continuar a amamentar Gabriela com mais de 1 ano. Um deles disse que ela ficaria obesa por conta da amamentação continuada, algo completamente refutado por pesquisas científicas. Outros, inclusive uma nutricionista, disseram que meu leite era apenas água, mas dados da UNICEF mostram que, no segundo ano de vida, 500ml de leite materno fornece 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia que uma criança precisa diariamente. Dentistas falaram sobre a questão de fazer mal para sua arcada dentária, outro mito. E a maior das balelas, que eu estava criando uma criança insegura… quem nos conhece sabe como Gabi é decidida, segura e bastante independente para idade.

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01/8 2012

Dia Mundial da Amamentação

Por Alessandra | Sem Comentários

Neste 01/08, Dia Mundial da Amamentação, quero comemorar nossa linda história de amamentação. 2 anos e 11 meses de muito tetê direto do peito da mamãe. Deitada em meu colinho, olhos nos olhos, sorrisos e carinhos…
A amamentação continuada é uma ato especial, que nutre e protege a criança, protege a mãe, e nutre ainda mais esse amor.

Desmame? Quando nós duas entendermos que chegou o tempo tomaremos essa decisão 😉

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Escolhi ser Mãe | 2013
Por Alessandra Rebecchi Feitosa - Todos os direitos reservados
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