Exibindo artigos em: Amamentação

14/5 2011

Mamaço, uma causa nobre

Por Alessandra | Sem Comentários

Foto reprodução Monalisa Lins/ UOL

Ontem eu e Gabi participamos de um mamaço no Itaú Cultural. 
Eu havia lido sobre esta manifestação na lista de mães da qual faço parte na internet e decidi participar com minha bezerrinha. Fomos eu, ela e os seus tetês de metrô. Bibi adorou seu primeiro passeio em transporte coletivo.

A manifestação teve início por conta de uma mãe ter sido impedida de amamentar seu bebê durante sua visita a uma exposição naquele espaço. O que era para ser apenas um protesto, tornou-se um evento de promoção do aleitamento materno em locais públicos, graças ao posicionamento do diretor da instituição, que desculpou-se pelo terrível incidente e decidiu apoiar a nossa causa.  

Assim que chegamos ao local, sentei-me e Gabi ficou super à vontade para mamar. Ao nosso lado estavam outras tantas mães e suas crias, também mamando. Emocionei-me ao presenciar mães unidas doando-se a seus filhos e eles retribuindo com seus olhares de amor. Amamentação não se explica, só quem já viveu sabe o que é esse amor. O que a gente faz questão de explicar são os benefícios que elas traz para mãe e bebê; que o ideal é que ela seja exclusiva até os seis meses e prolongada por, NO MÍNIMO, os dois anos de idade; e que este é um gesto lindo e não agressivo, portanto, pode ser feito em qualquer lugar. Coibir o direito da criança de mamar é um crime. Não queremos constranger ninguém com este ato, muito menos expor nossa intimidade, mas precisamos garantir o direito de nossos bebê mamarem aonde estiverem.

Fiquei feliz por ter ido; feliz por conhecer maternas que, até então, só conhecia através de conversas pela internet; feliz pela Gabi ter curtido o passeio; feliz pelo apoio que meu marido me deu e feliz por ter apoiado esta nobre causa.

Aqui você confere um resumão de tudo o que a mídia publicou sobre o nosso mamaço.

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05/8 2010

10 passos para o sucesso do aleitamento materno

Por Alessandra | Sem Comentários

O tema da campanha da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2010 é muito importante. Trata-se da concientização dos profissionais de saúde que orientam as novas mamães sobre a amamentação. São os 10 passos que tornam um hospital Amigo da Criança.

Tema fundamental, já que informação é tudo. Uma mãe bem orientada saberá o que fazer para ter uma história de aleitamento de sucesso. É muito triste ver que alguns bebês deixam de mamar por conta de pediatras que não tratam o aleitamento materno como prioridade. Já vi pediatra que proibiu a mãe de amamentar o bebê que estava com icterícia no maternidade fazendo com que nunca mais ela o conseguisse amamentar. Já vi pediatra que insiste em dar complemento, mesmo sabendo que é normal o bebê perder peso na primeira semana, promovendo o desmame logo em seguida. Já vi pediatra brigar com mãe que insistia em amamentar o bebê dizendo que ele não estava gordinho o suficiente.

Outro dia vi, em uma reportagem, um médico explicando porque tantos pediatras indicam o complemento (leite de vaca) logo de cara: “É muito mais fácil indicar a mamadeira do que lidar com a insegurança da mãe de primeira viagem com relação à amamentação.” E você sabe que isso faz o maior sentido. Pois eu liguei algumas vezes para o pediatra da minha filha para tirar dúvidas sobre a amamentação e ele, sempre atencioso, me ajudou muito. Mas nem todo profissional quer ser tão profissional assim, né?

Encontro por aí mães tristes e machucadas por não terem conseguido amamentar seus pimpolhos. Culpa da desinformação, sempre. Pitacos alheios desnecessários e trágicos.

Quando Gabi era pequenina (3 meses) a levei em uma festa de adultos. Claro, ela mamava em livre demanda e fiz questão de não deixá-la naquela ocasião. Alí encontrei a mãe de uma bebê de quase 1 mês, que havia ficado em casa com a babá. Por conta de um médico como os tais que citei acima, aquela mãe já havia se convencido de que não era capaz de amamentar sua bebê e havia aderido exclusivamente à mamadeira. “Ela não quer meu peito” – dizia a moça triste. Esse é o grande problema de dar mamadeira e chupeta a um recém-nascido: confusão de bicos. É mais fácil sugar a mamadeira do que o peito.

Bom, falo rapidamente aqui sobre os tais 10 passos:
DEZ PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO MATERNO
Todo serviço de maternidade e de cuidado de recém nascidos deverão:
1. Ter uma política de aleitamento materno escrita que seja comunicada periodicamente aos funcionários.
2. Treinar todos os funcionários para efetuar essa política.
3. Informar a todas as gestantes sobre os benefícios e a prática do aleitamento materno.
4. Ajudar as mães a começar o aleitamento na primeira meia hora após o parto.
5. Ensinar às mães como amamentar e como manter o aleitamento mesmo ainda se separadas dos seus bebês.
6. Não dar aos recém nascidos nenhum outro alimento nem bebida que não seja o leite materno, fazê-lo só por indicação médica.
7. Praticar o alojamento conjunto; deixar mães e bebês juntos as 24 horas do dia.
8. Estimular que o aleitamento materno seja à livre demanda.
9. Não dar mamadeiras, chupetas e outros bicos artificiais aos bebês amamentados.
10. Promover a criação dos grupos de apoio ao aleitamento materno e encaminhar às mães
aos mesmos.
Fonte: www.worldbreastfeedingweek.org

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04/8 2010

Por que amamentar na primeira hora?

Por Alessandra | Sem Comentários

Gabriela mamou assim que nasceu

Ontem escrevi sobre como eu fazia questão de amamentar Gabi assim que nascesse. Aqui explico a importância deste cuidado:

“Amamentar logo após o nascimento, na primeira hora, é muito importante para a mãe e para o bebê porque:
• Protege mais o bebê contra doenças.
• Ajuda a mulher a ter leite mais rapidamente.
• Ajuda nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia.
• É um ato que salva vidas.
Mesmo que o bebê não sugue o peito na primeira hora, é importante o contato íntimo com a mãe, pele com pele, logo após o nascimento. Esse
contato mantém o bebê aquecido e fortalece os laços afetivos entre a mãe e o bebê.”
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

“Sete mil mortes de recém-nascidos no primeiro ano de vida poderiam ser evitadas com a amamentação na primeira hora do parto, além disso, o aleitamento exclusivo evitaria 13% das mortes em crianças menores de cinco anos em todo o mundo.” – fonte: Ministério da Saúde

03/8 2010

Semana Mundial de Aleitamento Materno

Por Alessandra | Sem Comentários

 
Estamos na SMAM 2010 (Semana Mundial de Aleitamento Materno) e vou aproveitar para fazer alguns posts sobre este assunto que amo e defendo!

Lembro-me da minha expectativa por este grande momento. Eu sabia que um parto natural propiciaria a amamentação nos primeiros minutos de vida de minha filha e eu esperei por aquele momento com todo o meu coração.

Ela veio para o meu colo, olhou em meus olhos e nós nos reconhecemos. Dra. Nina, a pediatra, a posicionou em frente ao meu seio e ela começou a sugar… foi maravilhoso. O início de nossa história de sucesso em amamentação. Amamentar alimenta, conforta, constrói laços e salva vidas.

Gabi amamentou exclusivamente até os 6 meses. Sim, sem água, chá, nadica de nada. Peitico em livre demanda e só. Derrubamos mitos e preconceitos. Fomos até o fim. Nada de chupetas ou mamadeiras.

Minha princesa está com 11 meses. Continua mamando intensamente. Muito mesmo. Aos 6 meses iniciamos a introdução da alimentação complementar,  mas só agora ela come maiores quantidades. Nada de mais para uma bebê que ainda mama no peito. Mas até quando mesmo? – insistem em me perguntar. Até quando ela quiser. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde incentivam o aleitamento materno até, pelo menos, 2 anos de idade. E o próximo bebê? Virá quando tiver que vir e, se precisar, vai dividir o peitico com a mana mais velha sim.

Algumas informações sobre a importância de manter a amamentação após os 6 meses:
“Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria mostram que, em média, bebês de seis a oito meses obtêm 70% de suas necessidades energéticas no leite materno. Os que possuem de nove a 11 meses têm 55% e os com 12 a 23 meses detêm 40% das necessidades nutricionais com o leite materno.” – retirado do Blog Carinho e Aconchego.

Beijos
Lelê

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05/2 2010

Por que não chupeitar?

Por Alessandra | Sem Comentários

“Você precisa ter certeza de que ela ainda está mamando. Se achar que ela está apenas chupetando tire-a do peito.”
Com essas palavras a enfermeira da maternidade terminou de orientar minha irmã sobre a amamentação da Nayara, horas após o parto. Eu, que ainda não era mãe, ouvi aquilo sem dar muita atenção.

Durante a gestação li alguns livros que falaram sobre amamentação (ainda escreverei sobre eles) e os dois (não recomendo nenhum) também falavam para não deixar a criança ficar no peito se não estiver sugando o leite. Toda esse informação ficou na minha mente e lembro que entrei em parafuso quando percebi que minha recém-nascida Bibizinha queria passar horas no meu peito. Aquilo estava me deixando preocupada. “Será normal? Mal tenho tempo de ir ao banheiro… comer, então, é luxo…” – pensava eu. Questionei o pediatra sobre formas de deixa-la menos tempo chupetando. Mas ele me alertou sobre a necessidade de aconchego.

Foi então que minha ficha foi caindo e aprendi na prática muito mais (e melhor!!!) do que qualquer livro poderia me ensinar.
Os bebês nascem com essa necessidade de sugar. Já sugavam no ventre materno, o dedo, a placenta… O peito da mãe serve muito mais do que apenas para alimentação. Serve para suprir essa necessidade, serve para acalentar, dar ao bebê a segurança e o carinho que precisam ao nascer.

Eles estavam lá, quentinhos, dentro do nosso útero. Então nascem para um mundo tão louco, barulhento e assustador. Logo percebem que o peito da mamãe é um lugar seguro e aconchegante. O esconderijo, o lugar secreto. Por que não darmos a eles exatamente o que eles precisam?

Com o passar dos dias, a necessidade de chupeitar diminui, e eles passarão menos tempo em nossos seios. Aí é a gente que fica doida de saudade do tempo em que eles passavam horas no nosso colinho. Esse é um tempo tão especial, não deveríamos abrir mão dele. Deus permitiu que nós, mulheremos, fôssemos capazes de suprir essa carência de nossos filhos. Não consigo me imaginar dizendo: Chega, filha, você já mamou, agora tira a boca daqui que eu preciso guardar meu precioso peito”.

Hoje Gabriela é super eficiente e mama em menos de três minutos. Mas ainda tem o seu tempo de chupeitar. E como eu amo tê-la em meus braços, toda enroladinha sobre o meu colo e aconchegada entre meus seios. Agradeço a Deus por esses momentos nossos e, mesmo quando ela quer ficar assim de madrugada, procuro aproveitar ao máximo esse chamego. Sou muito abençoada por tê-la assim, tão juntinho de mim.

Ouvi muito sobre dar chupeta a ela. “Acalma a criança” – insistiam. É verdade acalma. É uma muleta de plástico feita para suprir essa necessidade deles sugarem e se consolarem. Muito prática, claro. Fácil. Respeito quem decidiu dar a chupeta aos seus filhos, mas preciso falar sobre minha escolha. Por favor, não fiquem bravas comigo, entendo as diversas situações e que cada caso é um caso.

Sabia que ser mãe não seria fácil, exigiria de mim dedicação e uma certa privação. Por isso preferi dar o seio sempre que Gabriela precisar. Aqui ela encontra esse aconchego, esse carinho, esse consolo.

Sabe, li naqueles dois livros que citei que o bebê não pode vir para mudar a sua rotina. Não concordo com isso. Antes eu não era mãe, agora sou e isso muda tudo. Assim como trabalhar ou não trabalhar. Ser casada ou solteira. Morar aqui ou no exterior. Sua vida muda e ponto. Não dá para ignorar que algo de novo aconteceu com você e será necessária uma adaptação. Aliás, o bebê não pediu para nascer, não nasceu sabendo e precisa de você para tudo. Aliás, ele só sabe quem são papai e mamãe e não é fácil adaptá-lo para ficar com outra pessoa.

Por isso Bibi não usa chupeta, mama muuuito e chupeita o quanto precisa. No tempo dela, ela crescerá e abandonará esta fase. Sem traumas, sem dores, sem medos.

Beijos,
Lelê

09/12 2009

Inventando moda

Por Alessandra | 2 Comentários

Sempre gostei muito de ler e devorei tudo o que vi sobre gestação e bebês. Tive discernimento para jogar fora o que não achei correto e absorver tudo aquilo que pensei ser o melhor para a minha família. Ainda continuo a buscar novas informações e isso me tem feito fazer algumas escolhas nem tão convencionais.

O problema é que algumas pessoas acham que vivo inventando moda. Agradeço a todos aqueles que têm a intenção de ajudar. Falo, na verdade, daquelas pessoas que acabam lançando setas em nossos corações. Foi assim quando escolhi o tipo de parto da Gabriela. Depois, quando decidi que ela não usaria chupeta nem mamadeira. E, então, quando disse que ela ficaria com amamentação exclusiva até 6 meses.

E agora, lá vem a Alessandra inventando mais uma moda: Bibi vai mamar até quando ela quiser! 1 anos? 2 anos? 3 anos? 4 anos? O que for necessário. E sobre isso já ouvi algumas condenações. O fato é que, com todo o resPEITO, os peitos são meus, a boca é da Bibi e isso somente diz respeito a nós duas. Tenho mil e uma razões para ter decidido por isso e logo falarei delas em outros posts.

Beijos
Lelê

Escolhi ser Mãe | 2013
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