Exibindo artigos em: Coisas de mãe

14/5 2015

Trabalho X tempo com os filhos

Por Alessandra | Sem Comentários

desenho-dia-das-maes-2015

Estávamos todas sentadas no chão, com as crianças ao nosso redor, radiantes pela oportunidade de desfrutar de um tempo ao lado delas dentro da escola. A professora lia em voz alta a entrevista que cada criança havia respondido sobre sua mãe. Perguntas como idade, profissão, comida preferida e o que ela mais gosta de fazer. Ao lado das respostas estava o desenho que todos fizeram de suas mães.

A maior parte das respostas era bem engraçada e após lidas todos caiam na gargalhada. Algumas crianças disseram que suas mães tinham 10 ou 17 anos. Uma delas respondeu que a mãe gostava de comer marmita e outra que a mãe trabalhava dando dinheiro para todo mundo. Mas havia uma resposta que estava sendo repetida por muitos deles quando a pergunta era “o que sua mãe mais gosta de fazer?”. A maioria das crianças respondia que era trabalhar.

Ao ouvir tantas respostas iguais meu coração começou a ficar angustiado. Eu, que há tanto estava preocupada com o fato de passar muito tempo em frente ao computador, trabalhando e correndo com a dissertação do mestrado, já me sentia bastante culpada por não conseguir passar mais tempo brincando com a Gabi.

Tento me multiplicar, dividir, pirar… Mas a verdade é que não damos conta de tudo. E por vezes me pego tendo uma terrível sensação de não conseguir ser suficiente. Sinto que estou deixando Gabi muito de lado e não dando atenção para a Helena em meu ventre.
Minha apreensão aumentava a cada entrevista que a professora lia. E comecei a pensar em como poderia conversar com a Bibi mais uma vez explicando porque estava trabalhando tanto. Pediria desculpas, daria um abraço longo e prometeria melhorar. Quem sabe, mais idas ao parque, novas invenções culinárias para fazermos ou mais um de nossos deliciosos trabalhinhos que pintura que há tanto tempo têm sido deixados de lado.

Chegou a nossa vez. O desenho da Gabi era o último. Ela me desenhou tão lindamente. Com brincos, sapatos e um belo vestido. Mas a coisa mais linda mesmo era o meu ventre: em formato de coração e com a Helena lá dentro. Ela sempre se lembra da irmã e está todo o tempo a lembrar a todos sobre ela também.

A professora leu: Minha mãe tem 23 anos, trabalha na faculdade e no computador de casa, gosta de comer salada, tem medo de morcego e o que ela mais gosta de fazer é BRINCAR COMIGO!

O meu coração se encheu de alegria e paz. Apesar de toda a correria Gabi sabia que minha prioridade é ela e que meu maior prazer é estar ao seu lado. Não pude conter as lágrimas.

Eu estava muito grata. Foi uma manhã maravilhosa. Juntas cantamos, comemos bolo de cenoura preparado por eles e brincamos no parque. Fiquei tão animada que até me arrisquei no escorregador com meu barrigão de grávida. A gente se cobra demais, mas a verdade é que não precisamos de muito para ser felizes!

09/5 2014

Quando não voltei de licença-maternidade

Por Alessandra | 2 Comentários

Troquei a varanda gourmet pela varanda da vida

Troquei a varanda gourmet pela varanda da vida

Ouço seus passos caminhando pelo corredor e já me preparo para recebê-la. Ela aparece descabelada, olhos entreabertos, levemente cambaleante de sono e vem direto para o meu abraço. Eu a coloco no colo, meus braços a envolvem por completo e ela recosta sua cabeça sobre meu peito. No silêncio das palavras, ouço seu coração bater junto ao meu e mais uma vez agradeço a Deus por ter a oportunidade de viver esse lindo momento todos os dias ao lado da minha pequena.

É assim que costumam começar os meus dias. Acordo cedo para trabalhar em meu home office enquanto Gabriela ainda dorme. Tomo café entre o teclado e o mouse, pois prefiro adiantar ao máximo o que tenho que fazer antes que ela acorde. Quando ela desperta, quero ter um tempo só para ela. Depois daquele abraço lá em cima, a gente canta, brinca, olha pela janela para ver como está o dia, e ela toma o seu café da manhã. Entre brincadeiras, arrumo as coisas da casa, faço comida e a preparo para ir para a escola. E é só pela tarde que tenho mais tempo para trabalhar de fato. Corre, escreve, entrevista, edita, lê, lê, lê, lê… Estou fazendo mestrado e essa parte do “ler” tem sido intensa. Lava roupa, corre, mercado, corre, jantar, corre, louça… No fim da tarde pego minha pequena na escola, a ajudo com a lição, brincamos, lemos, jantar, banho.

Não há glamour, minhas unhas não estão feitas e por vezes me pego descabelada. Sim, no meio disso tudo, tem dias em que surto, outros em que as costas doem e aqueles em que eu nem acredito que tanto cansaço cabe em uma pessoa só. Não são apenas flores, arco-íris e diversão como pode parecer no começo do texto. É, por vezes, tenso, intenso, enlouquecedor. Mas é um caminho, o caminho que escolhi, o que não significa que seja o melhor para todas as mães.

Quando eu estava grávida de Gabi eu trabalhava na empresa que eu havia sonhado e desejado trabalhar. Chegava cedo para ir na academia, tomar café da manhã com ovos mexidos e suco de laranja fresquinho. No horário do almoço conseguia ir à manicure e no final da tarde fazia uma transformadora massagem. Isso sem contar o bate-papo gostoso com os amigos no meio da tarde. E tudo isso dentro da empresa… Ah, eu achava que nunca ia querer sair dali.

Quando Gabi nasceu me vi tão sugada pela maternidade que, no primeiro mês, comecei a desejar meu rápido retorno ao trabalho. Eu sentia necessidade de ter minha vida de volta, respirar sozinha e cuidar de mim. Eu precisava voltar a ser quem eu era, precisava retomar projetos, precisava… Então, eu precisava entender o puerpério, esse momento pós-parto é intenso demais. São tantos sentimentos aflorados e uma mudança tão radical em nossas vidas que parece ser mais seguro voltar para o ponto onde tudo ainda era mais controlável.

Mas o primeiro mês se foi e eu consegui compreender que aquela mãe ainda era eu. Aos poucos me via transformada e pude sentir que aquele era o momento mais especial da minha vida. O fim da licençamaternidade se aproximava e me vi pesquisando escolinhas para Gabriela com lágrimas nos olhos. Já não me parecia atraente a ideia de retomar minha antiga vida adaptando Gabi a ela. Já não me parecia normal deixá-la tantas horas ao cuidado de outras pessoas para “garantir um futuro” que a mim me parecia sem presente se eu não estivesse ao seu lado. Esses sentimentos vieram como uma avalanche e trouxeram uma certeza em meu coração: eu não poderia retornar ao trabalho.

Meu marido foi quem mais me ajudou a tomar essa decisão. Ele me entendia, ele sempre me entende. Mas não foi fácil, eu deixaria de lado um sonho. E também não foi fácil por ter que lidar com opiniões diversas. Havia pessoas que temiam pelo meu futuro e não consideravam certo eu largar um emprego bacana, havia também aquelas que acham que quem não produz nos moldes do sistema capitalista em que estamos inseridos é vagabundo.

Deixei de lado o emprego dos meus sonhos (na época, vale lembrar), uma vida com mais glamour, o tempo na manicure e as massagens, deixei de lado uma promoção. Troquei a possibilidade de ter uma varanda gourmet (esse era meu sonho de consumo lá atrás) de um apartamento bacanudo para desfrutar da varanda da vida.

Aos poucos voltei a trabalhar de casa. Em, geral, era nas madrugadas que eu conseguia escrever. Os dias eram intensos com Gabi e, muitas vezes, eu me via cansada e descabelada. Mas eu não poderia me sentir mais feliz. Eu não conseguia conceber outro caminho, eu precisava viver a maternidade em sua totalidade. Com os meses vieram as sugestões para colocar Gabi na escola para que eu tivesse mais tempo para trabalhar. Mas depois de ler sobre o assunto e olhar sobre as reais necessidades de uma criança, decidi que isso só aconteceria após os 3 anos.

Já faz mais de 4 anos que decidi não voltar e não houve um só dia em que eu me arrependesse. O dinheiro é mais curto, a vida é mais corrida e eu sou mais feliz. Eu me reinventei para ser mãe.

Mas esse é o meu caminho. Não significa que seja o melhor para todos. Existem muitas mães que têm um grande desejo de continuar a trabalhar fora e conseguem dar a seus filhos atenção e carinho redobrados quando estão por perto. E também existem aquelas que não têm opção. Precisam voltar a trabalhar para sustentar sua casa de fato. Outras passam por isso de forma ainda mais privativa, já que não têm licença-maternidade e têm que voltar tão cedo para o trabalho que chegam a desmamar seus bebês já nos primeiros meses.

Bom seria se todas as mulheres tivessem o direito e condições de escolher o melhor caminho para si. Escolhas conscientes e respaldadas por uma rede de apoio.

Mas, o mais importante disso tudo é entender que a maternidade é feita de escolhas (como tudo na vida… rs). Sempre vamos abrir mão de algo para ter outra coisa. A questão é termos consciência de abrir mão daquilo que será menos importante para você. E essa decisão a gente toma o tempo todo. Não é porque escolhemos um determinado caminho que não podemos repensar a escolha e optar por outro. Errar, repensar e compreender fazem parte do aprendizado e da nossa construção como mães. Por isso acho a culpa fundamental – e perigosíssima aquela infeliz campanha “culpa não”. Sabe por quê? Se estamos incomodadas com algum sentimento de culpa podemos parar e repensar a situação para saber o motivo desse sentimento de culpa. Aí avaliamos se ela tem de fato fundamento e se algo precisa ser revisto, ou se não, e esse é o melhor caminho que podemos percorrer no momento e, então, deixar esse sentimento de lado. Não somos perfeitas e podemos reconhecer isso. Faço isso o tempo todo e essa reavaliação me ajuda a entender minhas decisões e melhorar aquilo que é possível.

Tags: ,
25/2 2013

Promoção: livro PARTO COM AMOR

Por Alessandra | Sem Comentários

Concorra a um livro Parto Com Amor

O Escolhi Ser Mãe está de cara nova. Mais bonito e gostoso de navegar.

A cada dia você poderá acompanhar novidades sobre o delicioso mundo da maternidade.

E, para comemorar este lindo layout e os 4 anos de existência do blog, vamos sortear um exemplar do livro PARTO COM AMOR, de Luciana Benatti e Marcelo Min.

Veja como é fácil participar da promoção:

1. Curta a página do Escolhi Ser Mãe no Facebook:http://www.facebook.com/EscolhiSerMae

2. Compartilhe a imagem da promoção no Facebook: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=483849355010380&set=pb.432859660109350.-2207520000.1361811143&type=3&theater

3. Na página do Escolhi Ser Mãe no Facebook clique em “Promoções” e em “Quero Participar”

>> O Sorteio ocorrerá no dia 22/03/2013.

Boa sorte!!!!

 

Tags: , , ,
07/11 2011

Fazendo escolhas

Por Alessandra | 1 Comentário

Sempre fui uma pessoa indecisa. Passei boa parte da minha vida pesando os prós e contras das escolhas que precisava fazer, deixando para o minuto final a decisão. Em alguns momentos não queria abrir mão de determinada coisa para escolher por outra. Em certas ocasiões tive medo de me arrepender. E isso até em relação às coisas mais simples, como escolher o cardápio do jantar: “E se eu pedir pizza e depois ficar com vontade de comer hamburguer?” rs…. Coisas do tipo.

Mas a maternidade nos traz muitas coisas boas e, no meu caso, uma delas foi o poder e serenidade para tomar decisões. Parece coisa simples, né? Mas para mim nunca foi, e ser mãe me ensinou a lidar muito bem comas decisões e suas consequências.

Pensar no que é melhor para a Gabriela me fez tomar decisões que muitas vezes não agradam a todos. Sim, antigamente eu tinha essa tola pretensão. Hoje quase não a tenho mais. Digo quase porquem nem sempre é fácil dizer adeus a uma velha mania como esta. Quem sofre deste mal, bem sabe do que se trata.

Também aprendi a digerir as consequências de minhas escolhas. É fato que toda decisão envolve abrir mão de alguma opção. E o que antes era para mim um peso, é agora um sentimento agradável. Porque sei que tomo minhas decisões baseadas naquilo em que acredito e pensando fazer a melhor escolha. Todas as alternativas podem ser boas, mas existe uma melhor, mais adequada ao meu caso. E quando de lá da frente eu olhar para trás, estarei feliz em ter tomado as decisões que tomei. Isso não quer dizer que nunca erro. Errar faz parte do aprendizado e é ponto para nós também.

Abri mão da comodidade da cesárea e optei pelo parto natural porque sabia o quão importante ele seria para minha bebê e eu.

Então abri mão da carreira por um tempo para investir naquilo que é mais preciso para mim, minha filha.

Abri mão de dormir a noite inteira, porque ela ainda mama SIM, e continua a acordar à noite.

Abri mão de ter tempo para fazer o que eu quiser, porque quero sim estar sempre ao lado dela, criança precisa de mãe e ponto. E só vou colocá-la na escolinha no tempo em que eu achar isso correto.

Abri mão da comodidade, porque não vou comprar uma “papinha” pronta para minha filha, fechando os olhos e confiando na indústria alimentícia.

Esses são apenas alguns exemplos… Fazemos escolhas todos os dias, o tempo todo. Mas ser mãe me deixou empoderada para tomar as minhas, sem medo das consequências. Posso, “de boa”, escolher fazer uma comidinha gostosa e saudável em casa e descartar aquela pizza e hamburguer do delivery que me deixavam tão indecisa antes. E isso não tem preço.

Tags: , , ,
31/10 2011

O bebê número 1

Por Alessandra | Sem Comentários

A Organização das Nações Unidas definiu o dia 31 de outubro de 2011 como a data simbólica do marco populacional. Somos agora mais de 7 bilhões de habitantes no planeta Terra.
Desde então, muitos bebês ao redor do mundo têm disputado o título de “bebê 7 bilhões”. Fora a questão demográfica do número, não entendo a importância de tal “título” para um bebê, ou para seu país.
Ainda que fosse possível verificar qual criança saiu de dentro de sua mãe no momento exato, entre o bebê número 6.999.999.999 e o número 7.000.000.001, de que isso importaria ao pequeno recém-nascido?

Para aquele pequeno ser, que acaba de chegar ao mundo, buscando o conforto no seio e a paz nas batidas do coração de sua mãe, que ele reconhece desde sempre, só o que importa é ser o número 1 para seus pais.

Ser número 1 implica em ser prioridade, ter importância acima de tudo. Considerar seu filho precioso faz você respeitá-lo e buscar para ele aquilo que você entende como a melhor opção. Amá-lo desde o ventre, buscar um nascimento respeitoso, amamentá-lo, acarinhá-lo sem medo de mimar, amá-lo sempre e ponto.

Sendo o número um, ele merece ser respeitado em sua individualidade. Ele tem seu tempo certo para nascer, para ficar sugando o seio da mamãe, para sentar, engatinhar, andar, falar e desfraldar. Tem também sua personalidade, seus gostos, seu jeito de sorrir. E não há nada que se compare a ele, pais de um bebê número um sabem bem disso. Sabem também que educar dá trabalho e que a conversa e o bom exemplo são preciosos e insubstituíveis, que passar tempo ao seu lado não é “gastar” e sim investir.

Ainda que seja ele o segundo, terceiro ou quarto filho, ele ainda é único e deve ser tratado como o número um. Creio que para pai e mãe todo filho é o número um e ponto.

Ou deveria ser… Porque entristece demais meu coração saber que muitos bebês são abandonados ou mal-tratados por seus pais. Tudo o que o pequenino deseja é ser amado, cuidado… Mas é traído por quem ele mais confia… Como lidar com isso?

Tags: ,
21/10 2011

Do tamanho do mundo todo

Por Alessandra | Sem Comentários

Sabe quando a gente passa por uma situação difícil e  acha que o nosso problema é o pior de todos, a nossa dor é a mais doída e a injustiça que sofremos a mais absurda? Pois então, nessas horas o que nos conforta é um abraço apertado, saber que quem amamos está por perto e ouvir que apesar de muito complicado, aquilo vai passar, né?

Com nossos pequenos a coisa também funciona assim. E o que torna suas experiências ainda mais  importantes é que, a partir delas, virá todo  o aprendizado de como lidar com as dificuldades da vida. A primeira infância dos nossos filhos é  fundamental par a definir sua personalida, seu caráter e suas preferências. Por isso, torna-se  tão importante darmos o crédito correto àquilo que acontece em suas vidas.  

Quem nunca viu essa cena?
A criança cai, se machuca levente e começa a chorar. Logo um adulto a coloca no colo e, ignorando completamente o que o pequeno está sentindo, começa a  tagarelar enfaticamente: “Olha só o passarinho lá no céu. Ele está voando. Olha lá a árvore, ela tem folhas verdes!”  . E entre frases cheias de emoção e gestos assustadores –  como jogar a criança para cima e tal –  tenta fazê-la parar de chorar e esquecer o que se passou.

Eu, particularmente, fico doida quando alguém faz isso com minha Gabriela. Para ela, que acabou de passar por uma experiência ruim e se machucou, aquela  dor é do tamanho do mundo todo. Para ela, cujos pezinhos vacilaram, aquele tombo é muito importante. Para ela, que se viu errando, aquele aprendizado é o mais fundamental. E lidar com todos esses sentimentos ainda é novidade para alguém que chegou a esse mundo louco a tão pouco tempo.

Não creio que ignorar  o assunto seja a atitude mais saudável da nossa parte, nessa hora. Seria algum aprendizado do  tipo: “O que você viveu não  é importante , não ligo, não dou a mínima. Não dê você também.”  Alguns poderiam dizer: “Mas é apenas para a criança parar de chorar, depois a  gente vê o que aconteceu direito.” Então seria essa a psicologia do “engula o choro”, “chorar é para fracos”?
Chorar quando temos vontade é muito saudável. Deixar o sentimento vir à tona, libertá-lo e junto libertar-se com cada lágrima que rolar.

Isso também se aplica quando eles se frustram por algo que gostariam que tivesse acontecido. Ou com alguma situação que os deixou tristes , ou talvez muito irritados… Tem adulto que diz que é besteira e a criança  não entende, então, o porquê de todo aquele sentimento no coração 

Quando Gabi se machuca, procuro levantá-la com cuidado, verifico a gravidade do ferimento e dou um abraço bem forte dizendo: “Eu sei que doeu, pode chorar, logo tudo vai ficar bem.” Peço que ela me mostre o machucado, juntas o limpamos e passamos “remedinho”, se necessário. Juntas, também, oramos para que Deus cuide do ferimento. Ao passar do susto, a levo até onde ela se machucou e mostro porque ele caiu, como um degrau ou buraco, por exemplo. E  digo que  tombos acontecem mesmo, mas o importante é a gente conseguir levantar e lidar com todo o nossa pequena ou enorme dificuldade, que pode ser, sim, do tamanho do mundo todo.

13/10 2011

Festa de 2 anos

Por Alessandra | Sem Comentários

  

 
 Minha princesa completou 2 aninhos no dia 28/08 e fizemos  uma festa especial para ela.
Há algum tempo eu perguntava para ela do que gostaria que fosse seu aniversário, e ela sempre me respondia: “Backyardigans , mamãe!”. Comecei, então, a comprar  tudo o que via para festas do quinteto mais amado da Bibi. Até que,  um dia,  em uma dessas lojas de artigos para festas, ela viu um prato da Galinha Pintadinha.  Desde então, a  resposta para aquele minha perguntou mudou: “Backyardigans e Galinha Pintadinha , mamãe” – era o que ela respondia agora entre pulinhos e  risos de alegria.  Até passou pela minha cabeça dizer que ela precisava es colher um só, não poderia ser dos 2 desenhos e tal. Mas aí ponderei: não poderia por quê? A festa  é da Gabriela, ela decide  quem será convidado e se quiser chamar seus amigos do quintal e a turma da Pintadinha é isso o que faremos. Lá fui eu atrás de artigos da Galinha.Como havíamos viajado em férias um mês antes, o Rodrigo pediu para que eu comprasse tudo pronto evitando, assim,  ter que correr para produzir a decoração. Mas não resisti. Sentindo que a  festa ficaria impessoal e genérica demais, decidi fazer os centros de mesa e as casinhas que enfeitariam a mesa do bolo.

O resultado não poderia ser melhor: minha pequena amou a festa dos Backyardigans e Galinha Pintadinha . Deu um trabalhão, é verdade. Mas  só para ver aquele sorriso eu faria tudo umas mil vezes novamente!

[slideshow]
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tags: , , ,
29/6 2011

Saudade…

Por Alessandra | Sem Comentários

Ontem eu e Gabriela fomos à casa da minha tia. Já fazia algum tempo que não a visitámos e, juntas da minha irmã e minha sobrinha, fomos nos aventurar pela gelada noite de terça-feira.
No carro, a caminho de lá, conversava com a Bibi sobre quem estaria lá e como seria legal brincarmos juntos. Minha pequena, em sua sabedoria de um ano e dez meses (completos ontem mesmo), repetia nome por nome com alegria: tia Dri, Naná, vovó Xuxu, tia Lili, tio Carlos, Pri, Allan… Ela continou a pensar em quem mais estaria por lá e disse: Biso.

Meu coração parou por um instante e não pude conter as lágrimas em meu olhar. Todas as vezes em que íamos à casa da Tia Eliana, encontrávamos o Biso Nelsinho. Mas agora ele já não estava mais lá. Em 02/05 Deus o recolheu. Sei que Deus está no controle de todas as coisas e que meu avô deve estar muito bem. Mas não pude conter a emoção e expliquei: “Meu amor, você se lembra quando eu lhe disse que Jesus tinha levado o Biso para ficar com ele? Pois então, hoje não o encontraremos, porque ele está no céu ao lado de Jesus. Mas um dia ainda iremos encontrá-lo novamente.” Difícil, né? Explicar a morte para uma criança tão pequena…

Mas confesso que deve ser ainda mais difícil porque este fato ainda mexe muito comigo. E como não mexeria? Não fomos feitos para morrer. Dói, a saudade amarga no peito. Já cheguei a me sentir culpada por ficar triste com a partida de meus avós, afinal, eles viveram suas vidas, tiveram filhos, netos, bisnetos, conheceram o Senhor… e tanta criança morre sem ter ao menos a chance de viver uma vida inteira… Mas logo parei de culpar-me. Impossível não nos entristecermos com a partida de alguém que amamos. O tempo nos ajuda a conviver com a dor, mas a saudade é sempre presente.

Este mês fez um ano que minha avó Irma faleceu, esposa do Nelsinho. E eu chorei mais um pouco. Em um dos momentos abracei minha pequena e disse: “Estou com muita saudade da Bisa”. Vez ou outra agora ela me abraça e diz a mesma coisa… Saudade da Bisa.

Biso Nelsinho no meu aniversário, há 2 anos. Bibi estava no barrigão...

Tags:
25/3 2011

Um elogio para o coração

Por Alessandra | Sem Comentários


Já faz algum tempo que não posto por aqui. E a razão de tudo isso é que nossa vida anda bastante corrida. Além disso, dentro das escolhas que fiz para nós, está o fato de que prefiro investir o tempo em que a Gabi está acordada em atividades com ela. E aí, o tempo para a internet fica meio escasso mesmo. Escolhas… O tempo todo temos que fazê-las… E escolher por uma opção implica em abrir mão de outra, normal, claro.

E esta paradinha em pleno início de madrugada é justamente para falar sobre elas, escolhas.
Como a maioria de vocês sabe, tomei decisões que fugiam do senso comum quando o assunto era Gabriela. Muitas delas ainda me rendem boas discussões por aí. Não sou do tipo que bate boca, mas acho importante compartilhar minhas ideias do bem para, quem sabe, ajudar outras mamães pelo mundo afora. Caras feias, narizes tortos e comentários desnecessários à parte, tenho me saído bem no quesito levar minhas escolhas adiante. Ter um marido que me apoia é fundamental e uma benção de Deus. Mas tem horas que o questionamento alheio meio que incomoda, sabe? Sou de carne e osso, afinal de contas.

Essa semana levei a Gabi ao pediatra. Nosso querido e humanizado Dr. Douglas.
Disse, como sempre, que minha princesa está ótima, saúde e desenvolvimento perfeitos! Mas disse mais.
Falou que o fato dela nunca ter precisado tomar antibiótico ou outra mediação qualquer se deve à amamentação prolongada. Disse que a opção que fiz por deixar o trabalho fora para estar ao lado dela nesses primeiros anos de vida trará resultados valiosos demais. Que a alimentação dela é nível “premium”, um exemplo. E que fica muito feliz em encontrar crianças com mães com este tipo de comprometimento.

Sabe, isso não serve para desvalorizar mães que não puderam optar pelas mesmas escolhas que fiz. Mas foi um elogio muito importante para o meu coração de mãe. Estamos sempre na neura de estarmos fazendo o melhor ou não para os nossos pequenos e saber que estou percorrendo um caminho de benção é muito bom.

Ok, ele é apenas um pediatra, eles servem apenas para nos orientar. Mas a palavra de Deus diz que a Sua paz é o árbitro do nosso coração. O meu está bem em paz com as minhas escolhas. Creio, então, que são escolhas do meu Deus.

Beijos e Deus os abençoe
Lelê

Tags: ,
10/2 2011

O primeiro corte de cabelo

Por Alessandra | Sem Comentários

Corto a franja da Bi desde que ela tinha 9 meses. A franja cresce muito rápido e, de tempos em tempos, tenho que apará-la. Ela costuma ficar bem quietinha e no fim, acaba dando tudo certo.
Mas o resto do cabelo da Bi, que ainda não tinha conhecido tesoura, estava com o comprimento bagunçado, alguns pedaços maiores do que outro. Decidi então levá-la à minha cabeleireira para acertá-lo.
Gabi se comportou como princesa que é. Queitinha, tranquila, linda demais. O visual não mudou muito, mas agora ela está com o corte mais certinho. E olha só as fotos, Gabi é vaidosa como a mãe… vai adorar um salão… rs

Toda comportada durante o corte...

e um charme só depois de secar as madeixas

Minha mais nova companheira de salão... rs

Tags: ,
Escolhi ser Mãe | 2013
Por Alessandra Rebecchi Feitosa - Todos os direitos reservados
Desenvolvido por Estúdio Jabuticaba em Wordpress