Exibindo artigos em: Cuidados com o bebê

06/12 2012

Saiba o que é uma doula pós-parto

Por Alessandra | Sem Comentários

doula-pos-parto
Os primeiros dias em casa com o bebê não costumam ser muitos tranquilos.

As mulheres estão sensíveis emocionalmente por conta das alterações hormonais, muitas sentem dores causadas pela cesárea e algumas estão extremamente cansadas pelo trabalho de parto.

Aquele bebê tão pequenino que acabou de chegar e depende completamente dela, está passando pelo quarto trimestre (conhecido como período de extero-gestação) e tem grande necessidade de atenção. É muito normal sentir-se insegura nessa hora, com dúvidas essenciais sobre como amamentar e cuidar dele.

O pai, também imerso em novos sentimentos, tenta entender qual é o seu lugar nessa nova situação e de que forma pode ajudar sua companheira.

Se há um filho mais velho, existe ainda a necessidade de incluí-lo e saber como lidar com o ciúmes natural.

E, além de tudo isso, existem as questões com família e visitas. Como lidar com tanta gente querendo conhecer o bebê?

É neste cenário de adaptações e descobertas que o trabalho da doula pós-parto acontece. Sua principal função é dar apoio físico e emocional à mãe.

Mas não se trata de uma enfermeira ou babá que vêm para cuidar do bebê. O foco da doula são as necessidades primordiais da mulher que acabou de dar à luz. Seu principal papel é empoderar a nova mãe , mostrando o quanto está em sua própria natureza ter todas as condições de cuidar do seu filho. A mulher é encorajada a cuidar do bebê e de si própria.

Para isso, a doula traz sugestões de cuidados com o bebê e estratégias para mobilizar familiares e estruturas para darem à mãe o apoio necessário.

>> Algumas das tarefas da doula:
Auxílio para elaboração do plano pós-parto
Orientações para o início da amamentação
Sugestões de cuidados com o bebê (banho, uso de carregadores, formas de acalmá-lo, rotina de sono)
Acolhimento emocional da mãe sem julgamento
Dicas de como inserir o filho mais velho e o parceiro neste novo cenário familiar
Orientações sobre como mobilizar a família para ajudá-la
Orientação nutricional e dicas para facilitar o preparo dos alimentos
Massagem para relaxamento da mãe

A doula também pode auxiliar a mãe em meio ao caos dos primeiros dias como no preparo de alguma refeição (no caso dela ainda não ter conseguido se alimentar), organização das coisas do bebê, olhar o pequenino enquanto ela consegue tomar um banho tranquila, ou fazer as unhas, por exemplo. Aquele tipo de coisa que quem já teve filho sabe muito bem que às vezes parece impossível de fazer nas primeiras semanas, sabe?

Essa é uma ajuda tão bacana que pode, por exemplo, ser dada por amigas da gestante como presente no chá de bebê (vale doula pós-parto).

As doulas pós-parto são muito comuns nos Estados Unidos e na Europa. E os benefícios de seu apoio durante o início do puerpério têm sido destacados como a diminuição da incidência de depressão pós-parto, maiores chances de sucesso na amamentação, facilidade da adaptação da família com o bebê, pais mais seguros.

Quando contratar a doula pós-parto?

O ideal é que ela seja contratada ainda durante a gestação. Porque é possível conhecê-la melhor em um bate papo gostoso, trocar ideias a respeito daquilo que é importante preparar para achegada do bebê e preparar em conjunto um plano pós-parto. A doula ficará disponível para você nas semanas próximas à data provável de parto.

Mas ela pode ser contratada a qualquer momento, mesmo que o bebê já tenha nascido. Muitas vezes a mãe se vê solitária e insegura precisando de ajuda com urgência.

Cada profissional tem características próprias de trabalho. Pode-se iniciar a contratação de uma doula pós-parto por 3 horas, durante 2 dias, por exemplo. O que pode ser perfeitamente prorrogado se houver a necessidade. Outras profissionais estarão disponíveis para passar períodos de 8 horas com a família, 6 dias por semana.

Como contratar uma doula pós-parto?

Se você tiver interesse em contratar uma doula pós-parto entre em contato comigo. Logo teremos uma página na internet com a indicação do nosso trabalho, mas, enquanto isso, posso indicar colegas que estejam mais próximas da sua residência.

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09/10 2012

Ótimos livros para pais de primeira viagem

Por Alessandra | Sem Comentários

Esta semana escrevi uma matéria para o www.bebe.com.br sobre livros bacanas para pais de primeira viagem.
É uma lista com 15 livros, muitos dos quais já li, e aqueles que ainda não li, pesquisei profundamente para saber se condiziam com aquilo que acredito serem práticas conscientes de maternagem.

Vale a pena dar uma conferida lá:

 

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26/9 2012

Porque não abandonar um bebê chorando

Por Alessandra | Sem Comentários

Lembro bem daquela cena. Gabriela tinha uma semana de vida e estávamos recebendo visita em casa.

Ela dormia no carrinho ao nosso lado quando começou a chorar. Meu primeiro impulso foi pegá-la correndo. Mas na minha cabeça – completamente bagunçada pelos hormônios do pós-parto e incertezas do início da maternidade – me veio a imagem daquele mesmo casal que estava a nossa frente, nos aconselhando outrora sobre como os bebês eram seres manipuladores, e sobre o fato de não podermos atendê-los sempre que choram. Lembro que minha mente entrou em “tilt”. Levantei e fiquei paralisada. O que era certo fazer? Pegar minha filha e confortá-la? Ou, então, ignorá-la   por algum tempo? Ouvi meu coração e acalentei Gabriela em meus braços. Nunca mais tive dúvidas, passei a seguir meus instintos. Sempre que ela chama eu vou ao seu encontro e dou, sim, o colo que ela precisa.

Usei esta situação interna que vivi para mostrar o quanto esses conselhos errados fazem mal, principalmente, às mães de primeira viagem. Na ânsia de acertar no modo como cuidamos de nossas crias, abraçamos conceitos que podem, na verdade, nos levar a grandes problemas.

Pesquisas recentes e livros famosos garantem que deixar o bebê chorar no berço o faz aprender a dormir sozinho. Mães que calaram sua vontade natural de acarinhar bebês que choravam no berço confirmam que a técnica funciona.

E funciona mesmo. Porque o bebê aprende que não adianta chamar, ninguém irá dar atenção a ele. Mas a que custo?

A querida Ligia Moreiras Sena do blog Cientista que virou mãe escreveu um post maravilhoso onde explica exatamente como a técnica de deixar o bebê chorando funciona e quais as suas consequências. Superecomendo a leitura para mãe, pais, titias, avós… para todo aquele que ama o bebê 😉 Confira ele aqui:

Por que deixar chorar até que se durma realmente funciona? – ou “CÉUS! PARI O DARTH VADER!”

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30/7 2012

Bodies fofos!!!

Por Alessandra | Sem Comentários

Depois de um tempo longe do blog, volto com este post sobre uma galeria de bodies que fiz para o Bebe.com.br. Fofos e moderninhos! Para quem está grávida ou já tem um bebê, é uma ótima fonte de inspiração para as próximas compras!!

http://bebe.abril.com.br/materia/bodies-fofos-e-estilosos-para-o-seu-bebe

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11/1 2011

Massagem é bom demais!

Por Alessandra | Sem Comentários

Quando Bibi era apenas uma recém-nascida eu comecei a fazer massagens nela. No começo ela chorou um pouco, mas logo se acostumou e começou a curtir e relaxar o momento. Era uma delícia massagear minha bebezinha.
Com o tempo, Bibi se tornou uma mocinha  serelepe e, sem parar mais, as massagens se tornaram mais raras. Mas nunca deixei de fazer um carinho caprichado, claro.

Dias desses minha irmã veio aqui em casa e começou a fazer massagem nos pés da Nayara. Bibi ficou olhando e ganhou massagem também. Logo depois, as duas pequeninas fizeram massagens em nós. Foi muito divertido e gostoso!

Agora minha princesa tira a meia e pede: “Pé, mamãe.” E fica relaxando enquando eu faço massagem nos pezinhos mais lindos deste mundo.

Pensei: Para alguns isso seria pura folga da minha menina, mas para mim é amor. Sempre fiz massagens nos pés do Rô… e me lembrei de uma cena da minha infância. Minha vó Irma fazia massagens nos meus pés. Ela pegava a famosa “loção-cor-rosa” (feita com cânfora), e acariciava meus pés. Lembro-me de ficar pedindo mais e mais. Melhor do que sentir aquele toque relaxante, era sentir que minha vovó fazia aquilo com todo o amor do mundo. Saudades, vó…

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26/4 2010

Papai viciou no sling

Por Alessandra | Sem Comentários

Como muitos sabem, desde cedo adotei o sling para levar a Bibi no colo. Mas o sling que eu estava usando (o lilás de bolinhas brancas), era emprestado e não tinha marca. Eu achava o tecido não muito confortável e as argolas não me davam segurança. Por conta disso eu vivia prometendo que compraria um sling de uma marca confiável, mas ainda não o havia feito.
Pois bem, comprei um sling lindão da SampaSling (indico muuuito) no site da Cia das Mães (mega indico também, é tudo de bom!).
Além de lindo, nosso sling novo é muito confortável e super seguro. Agora até o papaizinho começou a usá-lo e tudo é motivo para colocar a Bibi no colinho e sair por aí! É o papaizinho mais lindo do mundo!

Meus dois amores se divertem quando passeiam de sling

10/12 2009

Alojamento conjunto na maternidade

Por Alessandra | Sem Comentários

Nós três aprendendo a amamentar na maternidade

Antes de engravidar ouvi muito falar sobre o tempo que a mãe passa na maternidade: “Tem que aproveitar para descansar porque em casa a mãe não consegue dormir.” – diziam. Depois, quando começaram a deixar os bebês mais tempo nos quartos só os levando à noite para o berçário reforçavam: “Melhor chamar a enfermeira e pedir para ela levar o bebê quando ele estiver chorando muito”.

Nunca entendi muito bem o que isso queria dizer. Pensava: “Deve haver algum muito ruim em ser mãe para que elas decidam que seus filhos devam ficar longe assim”. Então, em minha leituras gestacionais (rs) vi que eu tinha direito a pedir alojamento conjunto, ou seja, o bebê poderia ficar comigo todo o tempo e sob os meus cuidados (banho, fralda, chororô) e o quanto isso era importante para nós dois.

>> Isso evitaria que as enfermeiras dessem glicose ou fórmulas para a Gabi quando ela estivesse chorando, o que atrapalharia nossos primeiros momentos de amamentação.
>> Ela não teria que ficar chorando sem parar porque eu e o Rô poderíamos dar colinho sempre que precisasse. Pense bem, um bebê recém-nascido precisa de consolo e conforto. É tudo muito novo. Precisa do cheirinho e da voz da mamãe para sentir-se seguro.
>> Eu poderia dar o peito sempre que achasse necessário.
>> E estaríamos nos adaptando para nossa nova vida.
>> Quem melhor do que os pais para cuidarem do bebê?

E foi isso o que escolhemos. Na maternidade as enfermeiras nos olhavam com estranhamento: “Por que essa mãe não deixa que a gente cuide do bebê dela?”
Foi uma decisão muito acertada. Bibi só teve que sair do quarto para pesar, sempre com supervisão do papaizinho. Ter uma pediatra particular ajudou muito, já que Bibi não precisou ficar exposta no berçário peladinha chorando e esperando o banho como os outros bebês.
Se ela chorou à noite? Sim, e a embalamos, demos peito e aprendemos a consolá-la. Trocamos todas as fraldas e aprendemos tudinho na raça.

Eu não podia imaginar minha pequena chorando sozinha enquanto eu ficava no quarto deitada vendo TV… Pode parecer exagero. Mas sinto que fez toda a diferença em nossas vidas ela estar lá o tempo todo conosco.

Recomendo a todas as grávidas. Não tenham medo.

Beijos
Lelê

10/12 2009

Banho de bebê

Por Alessandra | 5 Comentários

O banho do bebê costuma perturbar algumas grávidas de primeira viagem. Isso porque sem terem nunca dado o banho em um bebezinho temem não saber fazê-lo. Não sei o motivo, mas o fato é que não tive medo de nada com a Bibi. Na gestação sentia que eu nasceria mãe durante o parto da Bibi. E depois de pari-la, eu verdadeiramente senti que poderia fazer qualquer coisa.

Assim que nasceu, Bibi tomou seu primeiro banho. Foi um banhinho de balde, ainda na sala de parto. O Rô ajudou a Dra. Nina (pediatra neonatal que contratamos para o parto) a dar o banho na Bibi. Fiquei na cama, observando, lindo, lindo…
No dia seguinte foi uma enfermeira dar o banho na Bibica no quarto para nos “ensinar” como se fazia. Um banho na banheira. Bibi chorou, chorou, chorou demais… um sufoco. Depois foi a vez da Dra. Nina nos ensinar uma nova maneira de dar banho: banho no chuveiro! O quê? Em um bebê recém-nascido? Como nunca tínhamos ouvido falar nisso, ficamos apreensivos, mas logo a pediatra nos tranquilizou dizendo que era o preferido deles.

Então lá foi o Rô (que participou de tudo mesmo no parto e ficou felizão com isso), sentado no banquinho no chuveiro do hospital, com nossa pequena no colo. Eu fiquei ajudando com o chuveirinho e a Dra. Nina fotografou tudo. Gabi não chorou nada e amou o banho!

Banho na maternidade com um dia de vida

Já em casa optamos pela banheirinha tradicional já que eu daria o banho quase sempre sozinha. No começou Gabi chorava muito e achamos que fosse porque ainda era muito pequenina. Teve um tempo em que não chorou mais e depois voltou a chorar muuuito. Era só colocar os pezinhos dela na água e ela fazia aquele biquinho. Cheguei a pensar que fosse a temperatura da água e comprei um termômetro, mas não era. Até o dia em que fui dar meio banho nela (só no bumbum) e a segurei abraçadinha a mim enquanto lavava as partes… rs Ela ficou numa boa e vi que o que ela não tinha na banheira era segurança. Compartilhei minhas dúvidas na lista da matrice e recebi um monte de dicas.

Agora o banho em casa é assim:
>> Durante o dia dou um banho de balde, tipo ofurô para relaxar mesmo. Ela fica sentadinha lá e adora. A sensação do balde para os bebês é como o ambiente do útero materno e eles se sentem super seguros.

>> À noite, antes de dormir, é chuveiro com o papai ou a mamãe. Adaptei uma técnica de outra mamãe para quando tenho que fazer isso sozinha: deixo tudo à mão e a coloco no carrinho no banheiro, só com a fralda embrulhada na toalha. Enquanto isso entro no chuveiro e tomo o meu banho. Depois pego ela e chuá chuá!!!! Ela fica numa boa no colinho. Ao final enrolo ela na toalha novamente e ela volta para o carrinho enquanto me troco. Depois vamos para o quarto e coloco sua roupinha. Tudo sem chororô, sem traumas, uma benção.

No chuveiro com a mamãezinha... uuuu delícia!

Tem algumas mães que dizem que seus bebês até mamam no chuveiro… quem sabe um dia, né, Bibis?

Beijos
Lelê

19/11 2009

Vacinas

Por Alessandra | Sem Comentários

É, vida de bebê também tem as suas dores. Você ganha colinho, chamego e carinho, mas tem que aturar as famosas vacinas.
Algumas mães preferem poupar seus filhos destas picadinhas e têm suas teorias sobre a falta de necessidade das mesmas.
Eu e o papaizinho, optamos por imunizar nossa pequena. Somos do time dos que preferem prevenir do que remediar.

As primeiras vacinas que um bebê toma ao nascer são a BGC e a Hepatite B. Decidimos por não dar na maternidade e levá-la ao posto de sáúde com uma semana de vida por alguns motivos: o preço cobrado pela maternidade e o fato de muita estimulação nas primeiras horas de vida prejudicar o início da amamentação – um aprendizado para mamãe e bebê.

Agora, com 2 meses e meio, Bibi tomou mais 3 vacininhas (hexavalente, pneumocócica e rotavírus – a última via oral no postinho). O abençoado convênio da Abril cobre algumas delas (especiais, não dadas em postos de saúde), e isso foi um alívio para o nosso bolso. Gabi teve sua primeira febre após tomá-las, mas o antitérmico resolveu numa boa.

Mas esse post é para falar sobre como lidar com a dor de nossos bebês. Algumas mães preferem que outras pessoas os levem para sentir as picadinhas. Pensam que seus filhos ficariam tristes com elas por estarem passando por aquela dor.
Eu e o Rô já pensamos totalmente diferente. Fiz questão de deixar a Bibica mamar durante as vacinas. Eu sabia que lá, no meu colinho quentinho, ela se sentiria mais segura e tranquila. Doeu sim, ela chorou, mas nós estávamos lá, ao seu lado, confortando-a. Eu dando o peitinho, o Rô acarinhando-a. É exatamente assim que queremos que Bibi passe pelos momentos difíceis. Sabendo que estaremos sempre ao seu lado, ela pode contar conosco.

Não é fácil, mas ter a certeza de estar fazendo de tudo para que seu bebê se sinta melhor já nos deixa mais tranquilos.

Beijos,
Lelê

Escolhi ser Mãe | 2013
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