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31/7 2009

Mitos do parto natural

Por Alessandra | Sem Comentários

“Quem já esteve grávida fartou-se de ouvir de amigos, parentes, conhecidos e até de desconhecidos sobre os grandes perigos do parto. Todo mundo tem uma história trágica a contar. São tantas histórias dramáticas que não consigo entender como é que as nossas cidades não estão povoadas de pessoas lesadas, paralisadas, ressecadas e enroladas em cordões assassinos! Sem contar nas mulheres alargadas e com incontinência urinária no último grau.

  1. Mito: Falta de Dilatação – Muitas mulheres hoje em dia dizem que não conseguiram ter um parto porque tiveram falta de dilatação.Explicação: Tecnicamente não existe falta de dilatação em mulheres normais. Ela só não acontece quando o médico não espera o tempo suficiente. A dilatação do colo do útero é um processo passivo que só acontece com as contrações uterinas.
  2. Mito: Bacia Estreita – Uma mulher com bacia estreita não teria espaço para a passagem do bebê.Explicação: Existem situações não muito comuns em que um bebê é grande demais para a bacia da mulher, ou então está numa posição que não permite seu encaixe. Não mais que 5% dos partos estariam sujeitos a essa condição. Além disso, tecnicamente é impossível saber se o bebê não vai passar enquanto o trabalho de parto não acontecer, a dilatação chegar ao máximo e o bebê não se encaixar.

  3. Mito: Parto Seco – Um parto depois que a bolsa rompeu seria uma tortura de tão doloroso.Explicação: A verdade é que depois que a bolsa rompe o líquido amniótico continua a ser produzido, e a cabeça do bebê faz um efeito de “fechar” a saída, de modo que o líquido continua se acumulando no útero. Além disso o colo do útero produz muco continuamente que serve como um lubrificante natural para o parto.
  4. Mito: Parto Demorado – Um bebê estaria correndo riscos porque o parto foi/está sendo demorado.Explicação: Na verdade o parto nunca é rápido demais ou demorado demais enquanto mãe e bebê estiverem bem, com boas condições vitais, o que é verificado durante o trabalho de parto. Um parto pode demorar 1 hora como pode demorar 3 dias, o mais importante é um bom atendimento por parte da equipe de saúde. O que dá à equipe as pistas sobre o bebê são os batimentos cardíacos. Enquanto eles estiverem num padrão tranquilizador, então o parto está no tempo certo para aquela mulher.
  5. Mito: Bebê passou da hora – O bebê teria como uma “data de validade” após a qual ele ficaria doente.Explicação: Os bebês costumam nascer com idades gestacionais entre 37 e 42 semanas. Mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem estar fetal, não há motivos para preocupação. O importante é o bom pré-natal. Caso os exames apontem para uma diminuição da vitalidade, a indução do parto pode ser uma ótima alternativa.
  6. Mito: Cordão Enrolado  – A explicação é de que o bebê iria se enforcar no cordão umbilical.Explicação: O cordão umbilical é preenchido por uma gelatina elástica, que dá a ele a capacidade de se adaptar a diferentes formas. O oxigênio vem para o bebê através do cordão direto para a corrente sanguínea. Assim, o bebê não pode sufocar.
  7. Mito: Não entrou/não teve  trabalho de parto  – A idéia aqui é de que a mulher em questão tem uma falha que a impede de entrar em trabalho de parto.Explicação: A verdade é que toda mulher entra em trabalho de parto, mais cedo ou mais tarde. Ela só não vai entrar em trabalho de parto se a operarem antes disso.
  8. Mito: Não tem dilatação no final da gravidez – A explicação é que o médico fez exame de toque com 38/39 semanas e diz que a mulher não vai ter parto porque não tem dilatação nenhuma no final da gravidez.Explicação: Tecnicamente uma mulher pode chegar a 42 semanas sem qualquer sinal, sem dilatação, sem contrações fortes, sem perder o tampão e de uma hora para outra entrar em trabalho de parto e dilatar tudo o que é necessário. É impossível predizer como vai ser o parto por exames de toque durante a gravidez.
  9. Mito: Placenta envelhecida – A placenta ficaria tão envelhecida que não funcionaria mais e colocaria em risco a vida do bebê.Explicação: O exame de ultra-som não consegue avaliar exatamente a qualidade da placenta. A qualidade da placenta isoladamente não tem qualquer significado. Ela só tem significado em conjunto com outros diagnósticos, como a ausência de crescimento do bebê, por exemplo. A maioria das mulheres têm um “envelhecimento” normal e saudável de sua placenta no final da gravidez. Só será considerado anormal uma placenta com envelhecimento precoce, por exemplo, com 30 semanas de gravidez.

    Autora: Ana Cristina Duarte
    Doula, Educadora Perinatal, Graduanda em Obstetrícia pela USP Leste
    Mãe de Júlia (Cesárea Desnecessária) e Henrique (Parto Normal Hospitalar)”

    Texto extraído de www.partodoprincipio.com.br

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