03/12 2012

Quando levar seu filho ao oftalmologista

Por Alessandra | 4 Comentários

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Bibi tinha quase um ano quando o pediatra nos aconselhou: “A Sociedade Brasileira de Pediatria passou a recomendar que as crianças façam uma primeira avaliação no oftalmologista após completarem um ano de idade.” Como já conhecíamos uma especialista em crianças, agendamos a consulta de rotina.

Confesso que fiquei bastante comovida com o diagnóstico da médica: Gabriela já tinha miopia. Na hora precisei conter as lágrimas. Não pelo fato de saber que ela teria que usar óculos porque isso não é um problema (obviamente, iria preferir que não fosse necessário). Mas por saber que ela tinha uma dificuldade para enxergar que eu nunca havia notado. Coisa de mãe que quer sempre estar no controle de tudo, proteger de todas as formas. Por não se tratar de um grau elevado, a oftalmologista disse que não seria necessário usar óculos antes dos 3 anos, apenas deveríamos fazer um controle semestral para avaliar a progressão da miopia.

De fato Gabi sempre enxergou muito bem. Nunca a vi forçando os olhinhos para ver nada. Nunca notei qualquer problema em enxergar objetos mais distantes.

Os 3 anos chegaram e fomos fazer a avaliação que nos mostraria ao certo o grau que ela tem. No consultório, sentada naquela cadeirona preta, Gabi observava a letra E na parede enquanto segurava uma outra letra E. Ela deveria mostrar com a letra que estava em suas mãos a posição da letra projetada (em pé, deitada, ao contrário). No começo, a letra estava em tamanho grande e Gabi conseguia reproduzir sua posição. Mas a letra foi diminuindo e chegou o momento em que ela parou e ficou pensativa. A médica perguntou se ela estava enxergando a letra E e minha mocinha disse que não. Como da primeira vez, fiquei emocionada. No exame mais detalhado a conclusão: astigmatismo e miopia no olho esquerdo, nada no direito. Então, entendi perfeitamente porque nunca havia notado a dificuldade, ela compensava com o olho que enxerga sem alterações.

Nunca mostramos o fato de usar lentes corretivas como algo negativo para a Gabi. Até porque o Rodrigo usa o tempo todo e eu, em alguns momentos. Fizemos a maior festa no dia em que fomos escolher a armação. Aliás, foi ela quem as escolheu. Fizemos duas: uma de silicone para correr e ir para a escola e outra convencional, toda cheia de brilhinhos. Eu aproveitei e fiz um novo óculos para mim. Saímos as duas de óculos da ótica. Nada melhor do que o exemplo para incentivar. A adaptação tem sido muito boa. Ela sabe que enxerga melhor assim e usa os óculos.

Quero muito chamar a atenção de todos para a importância de levar as crianças logo após o primeiro ano de vida ao oftalmologista. Assim como o nosso, o pediatra da minha sobrinha também deu a mesma orientação. Mas fiquei muito surpresa ao procurar a Sociedade Brasileira de Pediatria e ser informada que eles desconhecem essa afirmação. Disseram que o próprio pediatra precisa fazer os exames e só encaminhar a criança ao oftalmologista se observar alguma alteração. A questão é que nem todos estão preparados para observar problemas de refração e podem não perceber que a criança precisa de ajuda.

A Caderneta de Saúde da Criança, feita pelo Ministério da Saúde, cita o teste de acuidade visual que deve ser feito aos 4 anos de idade e diz que, em geral, deve ser realizado na escola. Eu não conheço esse procedimento.

O fato é que se eu não tivesse levado Gabriela apenas por rotina ao oftalmo quando ela tinha 1 ano, não teria descoberto sua necessidade por lentes. No caso dela, então, seria bastante sério pois, já que possui um dos olhos com visão 100% nítida, o cérebro passa a ignorar o olho míope e só usa o outro. Se esta situação persiste até os 7 anos, torna-se irreversível.

Por isso posto hoje este texto para estimular os pais a levarem precocemente seus filhos ao oftalmologista. Se descobrirem que está tudo ok, ficarão mais tranquilo. Se observarem alguma alteração poderão tratá-la sem prejuízos à visão do seu filho.

Se você tiver alguma informação sobre aquela orientação oficial de levar a criança com um ano ao oftalmo ou sobre os testes em consultórios pediátricos e escolas, coloque nos comentários para que possamos entender melhor esse processo.

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28/11 2012

A violência obstétrica que eu quase sofri

Por Alessandra | 4 Comentários

Assistir ao documentário Violência Obstétrica – A Voz das Brasileiras, me fez ver o quão perto eu estive de ser uma vítima deste tipo de atendimento tecnocrata e hostil da obstetrícia no Brasil. Ouvir a história daqueles mulheres me fez perceber que, por um muito pouco, eu poderia ter participado do vídeo, com feridas físicas e emocionais, tais como as delas.
Hoje, percebo que, de certa forma, também, estava a ser violentada. Mas consegui mudar o rumo de nossa história. E o antídoto para este veneno chama-se informação.
Minha antiga médica obstetra dizia que só deveríamos conversar sobre o parto no final da gestação. Fugia das perguntas que eu sempre fazia a respeito dele e isso me incomodava demais. Até que um dia, depois de ler muito sobre partos naturais, comecei a cobrar respostas efetivas.
Eu: Você faz episiotomia de rotina?
Ela: Sim, não faço partos sem episio. Do contrário você ganharia sérios problemas de incontinência urinária.

Eu: E eu posso me movimentar durante o trabalho de parto?
Ela: Claro. Pode ficar na bola, na banheira… Mas no expulsivo precisa ficar deitada na cama.

Eu: E se eu não quiser tomar anestesia…
Ela: Sou sua amiga e vou te dar anestesia de qualquer jeito.
Eu: Eu não gostaria de fazer uso de ocitocina durante o parto, pode ser?
Ela: Ela é fundamental para ritmar suas contrações e torná-las efetivas. Vamos usá-la.

Eu: E se minha bebê não nascer até a 40ª semana? Posso esperar até 42?
Ela: Não. O único caso que me aconteceu assim, chegou até 41, mas fiz a mãe assinar um termo de responsabilidade pela vida de seu filho. O que podemos fazer se chegar na 40ª semana é tentar uma indução.

Eu: Mas quanto tempo você espera o trabalho de parto transcorrer sem me levar para uma cesárea?
Ela: No máximo 6 horas de indução. Depois disso se torna muito perigoso para o seu bebê.Puxa, você andou lendo, né?

Sai do consultório arrasada. O parto seria do jeito dela. Já me via deitada na cama, pernas no estribo, sem sentir as contrações, levando um belo corte do períneo e com alguém subindo em minha barriga para fazer manobras de Kristeller. Era exatamente o cenário que eu mais temia (depois da cesárea). Eu precisava encontrar uma saída, tinha certeza que o parto da Gabi seria um evento lindo e não traumático.
Foi neste momento que marquei uma consulta com minha atual médica. E sai de lá suspirando. Ela disse que o parto seria meu, eu tomaria as decisões, ela estaria lá só para me ajudar no que eu precisasse. Nunca mais voltei no outro consultório, ela nem me ligou para saber se eu bem… com certeza, sentiu em meus questionamentos que eu não estava feliz com seu protocolo de atendimento ao parto.

E não pensem que ela fazia dessa forma por causa dos valores do convênio. Apesar de me atender por ele, cobrava o parto por fora (a até hoje não sei o valor porque ela dizia que conversaríamos sobre o valor mais pra frente – quando eu não tivesse mais como voltar atrás???).
Pois bem. Gabi nasceu com quase 42 semanas de gestação. Em um trabalho de parto que durou umas 6 horas… Ou seja, as chances de eu ter parado em uma cesárea desnecessária eram totais. Afinal de contas, se ela induzisse o parto com 40 semanas, possivelmente ele teria durado bem mais de 6 horas.
Além disso, Gabi poderia ter ido direto para a UTI. Sim, porque o trabalho de parto só acontece quando o bebê está pronto para nascer e seu pulmão começa a liberar substâncias que fazem com que a mulher entre em trabalho de parto. Ela poderia ter sido arrancada do meu útero sem estar com seu pulmão completamente maduro. Pela DUM eu estava quase na 42ª semana, mas ela nem sempre está de acordo com a realidade do bebê. Por isso, passar da 40ª é muito normal.
Dá para entender como é sério essa história recorrente de se agendar cesáreas eletivas?

A violência obstétrica que sofri foi apenas através das ameaças por um parto cheio de intervenções. Mas poderia ter se tornado efetiva. Vi isso através da história das mulheres daquele documentário.
E afirmo, com toda a certeza, que a vacina contra esse mal foi a informação de qualidade. E é por ela que tenho lutado. É por ela que este blog existe hoje. É por ela que tenho me especializado a cada dia mais.

Quero levar informação para que outras mulheres tenham a mesma chance que tive de mudarem seus destinos. Quero que outras mulheres tenham o direito a fazerem suas próprias escolhas sem medo das ameaças infundadas dos médicos. Quero ajudar outras mulheres a se emponderarem e fugirem de sofrerem a violência obstétrica.
Esse é um trabalho de formiguinha. Mas estou completamente apaixonada, e não vou desistir.

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25/11 2012

Violência Obstétrica – A Voz das Brasileiras

Por Alessandra | Sem Comentários

Neste 25/11, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, convido você a assistir o documentário: Violência Obstétrica – A Voz das Brasileiras.

24 mulheres participaram  deste vídeo cujo objetivo é colaborar para a construção de um outro modelo de assistência ao parto, mais seguro e amigável às mulheres, que valorize sua autonomia, saúde, bem-estar emocional, e integridade corporal.

Forte, emocionante, verdadeiro… nos faz entender que muita coisa precisa ser feita em nosso país para que as mulheres sejam respeitadas em um dos momentos mais importantes de suas vidas: o parto.

 

 
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=eg0uvonF25M&w=420&h=315]

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23/11 2012

POSTAGEM COLETIVA – Eu não bato no meu filho. Dou o exemplo. Porque escolhi criar meus filhos sem violência

Por Alessandra | Sem Comentários

Escrevo este texto participando da blogagem coletiva que aconteceu em 19/11, Dia Mundial pela Prevenção da Violência Doméstica Contra Crianças. O texto ficou longo e trata-se da defesa do fim da palmada/varada justificada pela Bíblia.

Sou cristã e falar sobre esse assunto defendendo aquilo em que acredito, não é fácil – e logo você vai entender o motivo. Eu poderia escrever este post de muitas formas. Poderia sequer citar a questão do pensamento comum dentro das igrejas evangélicas. Mas, se assim o fizesse, estaria sendo omissa em uma questão tão importante. Como a postagem coletiva tem o objetivo de levar o entendimento de que qualquer castigo físico é, sim, violência, acredito que posso compartilhar minha experiência com outras mães cristãs e ajudá-las.

Nunca apanhei dos meus pais. Para falar a verdade, lembro de minha mãe, por uma ou duas vezes, bater em minha boca quando eu “respondia” a ela da maneira como ela não achava correto. Foi exceção sim, não acontecia com frequência. Mas lembro até hoje do calor da sua mão, da força dos seus dedos, da minha pele sensível , de como me senti agredida e de como isso não me educou sobre a questão. Digo isso porque, agora, eu sabia que deveria fechar a boca quando minha mãe me ameaçasse, mas eu não sabia ao certo o que estava fazendo de errado. (Mãe, já conversamos sobre isso, está perdoada e abençoada, em nome de Jesus. Amo você!)

Quando me converti, comecei a ouvir falar sobre a questão da correção com vara, citada repetidamente em Provérbios. Mas nunca questionei a ideia, até me tornar mãe…

Gabriela ainda não tinha nem 1 ano, talvez uns 10 meses. Não andava, mas já sabia engatinhar. Ficou curiosíssima ao descobrir as engraçadas tomadas. Nós ensinamos a ela que não poderia colocar o dedo ali ou, então, faria um grande “dodói”. Parecia que ela entendia de pronto mas, 3 minutos depois, tentava novamente tocá-las. Falamos 1, 2, 3… 7 vezes… e ela continuava a tentar. Tão pequena e já desobediente? Meu marido (do alto de suas melhores intenções e daquilo que havia aprendido a vida toda como sendo o correto), deu um tapa em sua mãozinha para que ela “entendesse” que ali não poderia mexer. Claro, ela chorou muito. Claro, eu também. Para ele, também doeu…

Foi neste dia que percebi que precisaria começar a pensar neste assunto: Como educar minha filha? Como ensiná-la o correto, ainda que ela teime? Como corrigi-la?
Lembro de, atormentada com o que havia acontecido, ter questionado, na presença do Rodrigo,  o pediatra humanizado que trata da Gabi, sobre o que fazer se ela continuasse a fazer o que não deveria. Sua resposta foi simples: continuar falar para ensinar o correto.

Acho que entrei em crise. Qual era o caminho certo a seguir? Corrigi-la com a vara, como eu ouvira que deveria ser se eu realmente amasse minha  filha? Ou ouvir meu coração e entendimento de que isto não estava certo?

Confesso em que houve um dia em que achei que deveria seguir o conselho da palmada cristã. Depois de repetir algumas vezes para minha filha que ela não deveria subir em determinado lugar, decidi que era hora de discipliná-la fisicamente. Sai das vistas de todos para que ela não se sentisse humilhada, fui até um cantinho e expliquei a ela porque ela iria levar uma palmada no bumbum. Ela não sabia do que eu estava falando, nunca havia passado por isso, não reagiu. Levantei minha mão e desci sobre ela. Foi leve, eu não conseguiria fazê-la sofrer . Ela não chorou, eu me debulhei em lágrimas torturando-me por ter pensado em tentar esta opção. Nunca mais faria aquilo, precisava entender mais sobre educação.

Orei, conversei, estudei e, com a paz do Espírito Santo, coloco aqui minhas conclusões e divido um pouco do que temos vivido aqui em casa:

Para mim, dizer para uma pessoa, que não tem metade do meu tamanho nem da minha força, que ela precisará sentir uma dor física (e emocional) terrível e que não há nada que ela possa fazer para se livrar disso, é inadmissível. Sendo eu, o porto seguro desse ser, a pessoa em quem ela mais confia nessa vida, de quem ela depende completamente e ama com todas as suas forças, fica ainda mais difícil de aceitar. Eu não poderia viver isso.

Ainda mais porque o que ouvimos é que devemos deixar nossos filhos no quarto, pensando um pouco, enquanto nos acalmamos para, só então, entrar e dar umas varadas na criança. Bom, se tudo se acalmou, se a criança teve a oportunidade de pensar no que fez, por que não entrar naquele quarto e conversar sinceramente com ela, explicando e educando com sabedoria? Nada justifica as palmadas.

Porque está na bíblia que deve-se corrigir com a vara, podem responder. Então, vamos falar da palavra de Deus.  Não quero, de forma alguma, criar aqui qualquer doutrina. Meu único objetivo é compartilhar o entendimento que tenho sobre uma educação sem violência. Porque bater com a mão, a vara ou qualquer outra coisa é, sim, violência:

Violência segundo o dicionário Michaelis –

1 Qualidade de violento. 2 Qualidade do que atua com força ou grande impulso; força, ímpeto, impetuosidade. 3 Ação violenta. 4 Opressão, tirania. 5 Intensidade. 6 Veemência. 7 Irascibilidade. 8 Qualquer força empregada contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa. 9 Dir Constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem; coação. Antôn (acepção 7): brandura, doçura.

Provérbios, livro escrito pelo Rei Salomão, filho do Rei Davi, serve de referência para a teoria cristã do castigo físico. O texto fala inúmeras vezes sobre corrigirmos nossos filhos, muitas vezes cita a vara como meio para isso.

“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24)

“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)

“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)

“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)

“Discipline seu filho, e este lhe dará paz, trará grande prazer a sua alma.” (Provérbios 29:17)

Precisamos entender e contextualizar muitos textos bíblicos. Observe que interessante:
“· 1Co. 11:4-16 – Em Corinto, era proibido as mulheres cortarem o cabelo, e os homens de terem os cabelos crescidos. Mas, em Israel era normal os homens terem longos cabelos (Jz. 13: 1-5; 2Sm.14:26);

· 1Co.11: 5- Aqui em Corinto as mulheres podiam profetizar e orar nos cultos, e profetizar também era ensinar (1Co. 14:31), mas em Éfeso onde Timóteo estava, elas não podiam fazer nada disso (1Tm. 2:11-12). Acontecia assim porque estas duas cidades tinham costumes diferentes.” – extraído do blog http://silvinhamrr.wordpress.com

Voltemos a Salomão. Possivelmente, naquela época era muito comum bater nas crianças. Até, por isso, os textos também cuidam em dizer que se deve bater, mas não matar. Possivelmente, também, devia ser comum os maridos corrigirem suas mulheres dessa forma, já que eram vistas sem os mesmos direitos que os homens.

Naquela época, a violência era usada para resolver diversas questões, e matar os seus inimigos era considerado legítimo. Hoje somos presos se agirmos dessa forma. Também o é um homem que bate em sua esposa (Lei Maria da Penha), e até quem bate em animais.

Vejamos mais Provérbios:

“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)

Neste caso devo bater em quem não faz o bem e me açoitar para me purificar?

“O açoite é para o cavalo, o freio é para o jumento, e a vara é para as costas dos tolos.” Provérbios 26:3

“Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento.” Provérbios 10:13

Estes versículos justificariam o marido bater em sua esposa se a considerasse tola em algum momento?

>> Vamos dar uma olhada agora nestes outros versículos:

“E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e que fosse lançado no mar.” Marcos 9:4

“Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?” 1 Coríntios 4:21

“A benção do Senhor é que enriquece; e ele não a faz seguir de dor alguma.” (Provérbios 10:22)

Jesus nunca mencionou qualquer tipo de correção física em crianças. Aliás, disse que não devemos escandalizá-las.

Em Provérbios também lemos que a benção de Deus não acrescenta dores. Se bater em uma criança para corrigi-la é uma benção, não deveria acrescentar dores a ninguém. Nem à criança que sofreu a violência, nem ao pai /mãe que sente a maior dor do mundo em seu coração e, muitas vezes, chora ao lado de seu filho por isso.

“Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.” (Hebreus 12:9-11)

Ok, a correção não produz gozo e sim tristeza. Quando preciso corrigir Gabriela também não fico feliz. É cansativo, precisa de muita paciência e, quando preciso puni-la tirando algo de que ela gosta, fico bastante triste. Qual pai se alegra ao negar algo de que seu filho gosta? Mas não me dói e fico em paz, porque sei que estou corrigindo-a para que ela aprenda a consequência de seus atos e tenha um futuro abençoado.

 Porque não utilizo mais o cantinho da disciplina

Se bater não seria uma caminho para nós , precisava encontrar um caminho para a educação. Logo me deparei com a técnica do “cantinho da disciplina”, tão popularizada pela Super Nanny. Após 3 avisos, Gabriela deveria  ficar pensando no que fez, sentadinha pelos minutos referentes a sua idade. (Na época eram 2 minutos).

Mas a cena se repetia da seguinte forma: Gabriela pedia para conversar comigo enquanto estava lá, queria ficar segurando minha mão, chorava compulsivamente sentindo-se ignorada e insegura por ficar 2 minutos sozinha. Depois deste tempo, eu a chamava para conversar e explicar o que tinha acontecido, na hora de me pedir desculpas, às vezes ela já nem lembrava  o motivo de ter ficado lá no cantinho, tamanho era seu pavor de ser ignorada por mim. Percebi que ela não estava aprendendo sobre o que não deveria fazer, estava apenas entendendo que algumas de suas atitudes poderiam levá-la a se sentir só e com medo. Fui, novamente estudar o assunto.

Através de textos, pesquisas e grupos de discussão, vi que o “cantinho da disciplina” realmente não era a melhor opção. A ideal forma de você educar uma criança é mostrando a ela que aquilo que ela faz de errado tem consequências diretamente ligadas àquela situação para, entender, que cada uma de nossas ações na vida produz um fruto e, se queremos colher bênçãos, é exatamente isso o que devemos plantar.

Vou dar alguns exemplos:
-Se uma criança não obedecer os insistentes avisos da mãe sobre guardar determinado brinquedo,  ficará sem ele por uma semana.
– Se não cuidar de seu cachorro, também permanecerá um tempo sem ele.
– Se ficar assistindo televisão ao invés de fazer suas tarefas, como seus pais já ensinaram algumas vezes, deverá perder o direito de tê-la por X dias.
–  Se continuar, mesmo após ser advertida, a desenhar nas paredes de casa,  ficará sem as canetinhas coloridas  por  um período.

É o que propõe Elizabeth Pantley no livro “Soluções para disciplina sem choro – Maneiras gentis para incentivar o bom comportamento” (Editora M. Books, 198 páginas). Obra que ainda está na minha listinha de leitura, mas da qual já tive a oportunidade de ler diversos trechos.

É educação e ponto. Porque devemos sim corrigir e ensinar nossos filhos. Deixá-los soltos para fazer o que quiserem seria bem mais fácil, certo? Mas não é o caminho para pais que se importam com o futuro de seus filhos. E educação dá trabalho, exige paciência, repetir conceitos, explicar detalhadamente, e eles aprendem. Porque nos amam e querem fazer o que é o correto.

Aqui em casa isso tem funcionado perfeitamente. Gabriela entende porque não deve fazer determinadas coisas na essência e conceito do problema, e ela tem apenas 3 anos.

Claro que, muitas vezes, teima, chora, faz birra, apronta. Ela é criança e se não fizesse tudo isso, não seria uma normal. Mas tem sido muito bem educada. O que às vezes nos falta é paciência para lidar com este tipo de situação. Porque, cansados do trabalho, querendo sossego, já não temos mais ânimo de tentar conversar explicar algumas vezes o correto e queremos resolver tudo de pronto, como se existisse um botãozinho mágico na criança para isso. Mas não existe, a palmada não é este botão. Ela pode desligar um comportamento ruim na hora, mas gerará outros problemas na alma da criança. Não mata, mas traz feridas emocionais sim. Não podemos desistir de nossos filhos, devemos insistir em educá-los sem violência.

Devemos dar o exemplo sempre, através de nossas atitudes. E mostrar que o castigo físico é aceitável não é um bom exemplo.

Muitos pais dizem que seus filhos não têm problemas em receber a varada e, depois, até gostam porque entendem que seus pais o fizeram por amor. Eu tenho outro nome para esse comportamento: resiliência. Elas precisam acreditar que aquilo realmente é bom para elas, porque são seus pais, as pessoas que ela mais ama nessa vida e das quais depende e confia, que estão submetendo-a isso. Se ela achar que seu pai faz isso para machucá-la, como ficará seu coração? Como poderá suportar viver? (E sei que muitos pais realmente o fazem acreditando que será o melhor caminho para a correção e, de forma alguma, para machucá-las).

Então ela entende que, de alguma forma, aquilo será positivo para sua vida. Repete o comportamento com suas bonecas, afinal, seus pais são exemplo. E, ao crescerem, possivelmente repetirão com seus filhos.

Por que a varada e a palmada ainda são tão constantes em lares cristãos?

Um dos motivos é o que acabei de citar. “Meu pai sempre bateu em mim e estou vivo. Vou ensinar meu filho desta forma.”

Além disso, até bem pouco tempo, bater em crianças era considerado um legítimo modo de educar. Até mesmo as escolas usavam a correção física (infelizmente algumas ainda a usam). Para os cristãos, então, com a base bíblica defendendo a criação com varadas, tudo fazia ainda mais sentido. E, se a bíblia não muda, por que deveríamos mudar?

Porque estamos vivendo em outro tempo. Hoje já se sabe dos terríveis efeitos da correção física sobre as crianças. Coisa que o sábio Rei Salomão ainda não conhecia. Não se trata de questionar a literalidade da bíblia, trata-se de entender de que forma as situações se passavam. Já fazemos isso com outras passagens.

Vivemos no tempo na graça e, se Jesus levou sobre Ele o castigo que nos traz a paz, porque nossas crianças deveriam continuar a apanhar? Assim como nossos atos (que são perdoados por Jesus) produzem frutos que teremos que colher, também o é com as crianças. Vamos ensiná-las mostrando que suas atitudes têm consequências sim, vamos repetir até quando for necessário, ensiná-las em amor, não desistir delas jamais, corrigi-las como exorta Salomão, só que da maneira correta, como temos aprendido em nossos tempos.

Jesus Cristo curou no sábado, e os judeus ficaram escandalizados porque, em sua cultura, curar era um trabalho e, portanto, não deveria ser realizado no sábado. Mas Jesus mostrou que não existia um dia errado para se fazer o bem. Mas também não disse que guardar o sábado era incorreto.
Corrigir nossos filhos como avisa Salomão é o correto, é o caminho mais sábio. Mas temos que rever a maneira pela qual fazemos isso.

Nós conhecemos nossos filhos e podemos compreendê-los. Entender porque estão repetindo determinado comportamento. Mas, para isso, precisamos nos envolver, investir tempo. Se uma criança está querendo repetidamente chamar a atenção de seus pais é porque existe algum problema, algo que precisa ser consertado. A “boa e velha palmada” não conserta nada, só destrói. Olhe nos olhos de seu filho, compreenda-o, ame-o e corrija-o quando necessário, em amor e paz.  Tenho certeza de que o Espírito Santos de Deus pode nos dar paciência, longanimidade, perseverança, sabedoria, paz, bondade, brandura, cada um dos seus frutos para educarmos nossos bens mais preciosos.

No blog Mães No Reino existe um texto sobre  a questão da palmada. Um dos poucos que achei na internet.

A violência jamais terá justificativas suficientes. Se eu chegasse a acreditar que a varada é uma alternativa, me sentiria uma derrotada, uma incompetente… Obrigá-los a sentir dor física sem poderem se defender não soa como uma atitude amorosa. Ao contrário da correção. Essa sim, precisa ser feita se amamos nossos filhos.

Também preciso lembrar sobre a violência verbal. Ameaças (vou sair e te deixar aqui sozinho, vou te mandar para a casa de fulano), palavras pejorativas (você é burro, imbecil, não aprende nunca), a criação de um medo na mente na criança (bicho papão, homem do saco, etc) são também uma forma terrível de violência.  Gritar e humilhar também entram nessa questão. Vamos vigiar, em sabedoria, para não cair neste caminho de engano.

“Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura.” – Provérbios 12:18

“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.” – Jean-Paul Sartre

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8:32

“Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente.” – Mahatma Gandhi

“Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porém os fortes perdoam e compreendem.” – Augusto Cury

“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” João 15:10-12

Proponho, neste dia de combate à violência infantil doméstica, uma reflexão aos pais e mães cristãos. Não se sintam culpados pelas atitudes que tiveram até agora, não permitam que essa culpa os faça se defenderem e os impeçam de olhar essa questão mais a fundo.  Foi o que vocês aprenderam desde sempre… mas não é tarde para recomeçar. Vamos ensinar nossos filhos pelo exemplo de boas atitudes, assim como Jesus Cristo fez.

No amor do Senhor,

Alessandra

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16/11 2012

Como cuidar do seu períneo durante a gestação

Por Alessandra | Sem Comentários

Entre tantas coisas que uma gestante precisa se preocupar, o períneo é uma das mais importantes. Mas, infelizmente, muitas vezes, não somos orientadas pelos profissionais a cuidar dele.

O correto seria trabalharmos a musculatura perineal deste nossa primeira ida ao  ginecologista e intensificar seu fortalecimento e melhora da elasticidade durante a gravidez. Não só para a hora do parto normal, mas também para que não fique prejudicado por conta de todo o peso que carregamos  na gestação.

Confira na matéria abaixo – que fiz para o Bebe.com.br   – as diversas formas de preparar seu assoalho pélvico para o parto.

Beijocas,

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18/10 2012

Postagem Coletiva: VIOLÊNCIA NO PARTO – A VOZ DAS BRASILEIRAS

Por Alessandra | Sem Comentários

Vocês se lembram que há alguns meses postei aqui o Teste da Violência Obstétrica?

Foi uma ação de blogagem coletiva, da qual participaram mais de 70 blogs e sites brasileiros e , em pouco mais de 30 dias, foram obtidas 1.966 respostas a respeito de práticas abusivas, desrespeitosas e violentas que centenas de mulheres viveram no nascimento de seus filhos.

Pois bem , agora estamos dando mais um importante passo na luta contra a violência obstétrica. Reproduzo abaixo o texto das idealizadoras do projeto e convido você que se sentiu desrespeitada em algum momento do parto de seus filhos a enviar um vídeo e colaborar com esta preciosa causa:

“No Brasil, as discussões sobre violência no parto e nascimento ainda são incipientes e é preciso criar ferramentas e estratégias para torná-la mais conhecida, mais discutida, mais evidente, de forma que as mulheres brasileiras que passaram por tais situações tenham VOZ, efetivamente. E que, falando sobre o que viveram, ajudem a compor estratégias para evitar/impedir que outras mulheres continuem a ser sistematicamente desrespeitadas.

Assim, começamos agora uma nova ação.

Uma ação que visa tornar audível a VOZ de mulheres que passaram por algum tipo de desrespeito ou violência em seus partos.

É a “Postagem Coletiva: VIOLÊNCIA NO PARTO – A VOZ DAS BRASILEIRAS”.

Nós queremos, a partir de depoimentos individuais, compor um vídeo único, construído pelo depoimento de diferentes mulheres, em diferentes locais do país, a respeito da violência e desrespeito que sofreram no nascimento de seus filhos. Não existe, até o momento, um vídeo brasileiro como esse e acreditamos que sua divulgação poderá promover mais discussão sobre o assunto, em busca da construção de medidas e políticas efetivas no combate à violência no parto.

COMO PARTICIPAR DA POSTAGEM COLETIVA “VIOLÊNCIA NO PARTO: A VOZ DAS BRASILEIRAS”

 

A partir de hoje e até 28 de outubro, publique um post no seu blog ou perfil do Facebook convidando mulheres que tenham se sentido desrespeitadas, maltratadas ou violentadas em seus partos/nascimentos para gravar e nos enviar um pequeno vídeo contando brevemente o que viveram. Você pode fazer isso pela transcrição deste texto na íntegra ou apenas postando/compartilhando a imagem acima, que contém as instruções para o envio dos vídeos.

O vídeo poderá ser gravado de maneira simples, caseira, utilizando apenas uma câmera fotográfica, a web cam do computador ou o próprio celular. O roteiro informado na imagem tem como objetivo facilitar a gravação do depoimento e a edição posterior.

Depois de gravados, deverão ser enviados para o e-mail  videoviolencianoparto@yahoo.com.br

Após o período de envio, iniciaremos a edição do vídeo único, composto por trechos de todos os depoimentos enviados.

 

O vídeo final será apresentado oficialmente no Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, quando as autoras dessa ação apresentarão os dados sobre violência obstétrica coletados por ocasião do teste conduzido neste ano.

 

PRECISAMOS DA SUA AJUDA PARA LEVAR MAIS ADIANTE A LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA!

 

Envie seu depoimento!

Fale sobre o que você viveu!

Divulgue, compartilhe, poste a imagem, envie para seus contatos.

Temos apenas 10 dias para coletar todos os vídeos.

Quanto mais blogs, perfis, sites e portais entrarem nessa postagem coletiva, mais mulheres alcançaremos!

Esperamos contar com toda a rede que tem se formado em torno da defesa dos direitos femininos, inclusive os direitos reprodutivos.

 

Muito obrigada,

 

Bianca Zorzam

Ligia Moreiras Sena (www.cientistaqueviroumae.com.br)

Ana Carolina Franzon (www.partonobrasil.com.br)

Kalu Brum (www.mamiferas.com)”

 

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09/10 2012

Ótimos livros para pais de primeira viagem

Por Alessandra | Sem Comentários

Esta semana escrevi uma matéria para o www.bebe.com.br sobre livros bacanas para pais de primeira viagem.
É uma lista com 15 livros, muitos dos quais já li, e aqueles que ainda não li, pesquisei profundamente para saber se condiziam com aquilo que acredito serem práticas conscientes de maternagem.

Vale a pena dar uma conferida lá:

 

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26/9 2012

Porque não abandonar um bebê chorando

Por Alessandra | Sem Comentários

Lembro bem daquela cena. Gabriela tinha uma semana de vida e estávamos recebendo visita em casa.

Ela dormia no carrinho ao nosso lado quando começou a chorar. Meu primeiro impulso foi pegá-la correndo. Mas na minha cabeça – completamente bagunçada pelos hormônios do pós-parto e incertezas do início da maternidade – me veio a imagem daquele mesmo casal que estava a nossa frente, nos aconselhando outrora sobre como os bebês eram seres manipuladores, e sobre o fato de não podermos atendê-los sempre que choram. Lembro que minha mente entrou em “tilt”. Levantei e fiquei paralisada. O que era certo fazer? Pegar minha filha e confortá-la? Ou, então, ignorá-la   por algum tempo? Ouvi meu coração e acalentei Gabriela em meus braços. Nunca mais tive dúvidas, passei a seguir meus instintos. Sempre que ela chama eu vou ao seu encontro e dou, sim, o colo que ela precisa.

Usei esta situação interna que vivi para mostrar o quanto esses conselhos errados fazem mal, principalmente, às mães de primeira viagem. Na ânsia de acertar no modo como cuidamos de nossas crias, abraçamos conceitos que podem, na verdade, nos levar a grandes problemas.

Pesquisas recentes e livros famosos garantem que deixar o bebê chorar no berço o faz aprender a dormir sozinho. Mães que calaram sua vontade natural de acarinhar bebês que choravam no berço confirmam que a técnica funciona.

E funciona mesmo. Porque o bebê aprende que não adianta chamar, ninguém irá dar atenção a ele. Mas a que custo?

A querida Ligia Moreiras Sena do blog Cientista que virou mãe escreveu um post maravilhoso onde explica exatamente como a técnica de deixar o bebê chorando funciona e quais as suas consequências. Superecomendo a leitura para mãe, pais, titias, avós… para todo aquele que ama o bebê 😉 Confira ele aqui:

Por que deixar chorar até que se durma realmente funciona? – ou “CÉUS! PARI O DARTH VADER!”

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04/9 2012

Liberdade para nascer – o filme

Por Alessandra | Sem Comentários

Dia 20/09 será feito o lançamento mundial do filme Freedom for Birth – Liberdade para Nascer. O documentário conta a história da parteira húngara Agnes Gereb que foi presa por apoiar as mulheres que optam pelo parto domiciliar. Nele, especialistas falam sobre o assunto e pedem uma mudança radical nos sistemas de maternidade no mundo todo.

Muitos lugares pelo Brasil farão a exibição gratuita, com direito a debate ao final do filme. Uma ótima oportunidade para discutirmos os nossos direitos com relação à escolha da forma de nossos filhos nascerem.

Este link do Facebook traz, em um dos tópicos, uma lista dos lugares e horários em que as sessões serão exibidas.

Aproveite e confira o trailer dele aqui:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0-U_6AM6EVs]

Beijão

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15/8 2012

BC – Porque eu sou uma ativista da amamentação

Por Alessandra | 12 Comentários

Escrevo este post participando da Blogagem Coletiva prosposta pelo blog Desabafo de Mãe em comemoração da SMAM 2012.

Percebi que muitos mitos envolviam a amamentação quando, em uma das consultas à minha antiga G.O., ela fez questão de avisar: “Se não ler esse livro, não faço seu parto”. O livro era o Nana Nenê , de Gary Ezzo e, francamente, eu não entendi o que ele poderia ter a ver com o meu parto. Mas, curiosa que sou, li o tal livro.
Entre dicas sobre como deixar seu filho dormir sozinho no berço – sim, chorando – e outros aspectos da “moderna maternidade” – que diz que os pais não devem mudar em nada sua vida por causa dos filhos – o livro defendia a rotina e o horário para a amamentação. Então, entendi. Ela queria que eu aprendesse a ter horários de amamentação para que não precisasse procurá-la com dúvidas. “Isso vai evitar que você me ligue pela madrugada”, confessou ela mais tarde.

Os que conhecem minha história sabem: mudei de G.O. e nunca coloquei em prática as ideais do livro – nem recomendo a sua leitura. Mas toda essa história serviu para que eu entendesse que teria que seguir meus instintos sobre o que achasse que seria melhor para minha filha. E, entre essas coisas estão: amamentação em livre demanda, exclusiva até os 6 meses de idade e continuada até quando bem entendermos.

Percebi, então, a importância de disseminar este tipo de informação, muitas vezes distorcida ou condenada por muitos médicos – mesmo que incentivada pelo Ministério da Saúde. Porque, com informação de qualidade, cada mãe tem a liberdade de escolher o que achar melhor para seus filhos e ficar tranquila por ter feito suas próprias e conscientes escolhas.

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Escolhi ser Mãe | 2013
Por Alessandra Rebecchi Feitosa - Todos os direitos reservados
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