15/3 2013

Cascata de intervenções no trabalho de parto

Por Alessandra | Sem Comentários

Todas essas intervenções podem (e devem!) ser evitadas. Informe-se!

Todas essas intervenções podem (e devem!) ser evitadas. Informe-se!

Obstetras tradicionais falam em indução de parto com se fosse a coisa mais segura do mundo. Defendem a condução do trabalho de parto (com ocitocina e outras intervenções) como se fosse a medida mais indicada e adequada para a segurança da gestante e do bebê.

Mas nada disso é verdade. Intervenções sem qualquer real indicação não são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde do Brasil. Na realidade, a indução e a condução do parto podem levar o nascimento do bebê a desfechos indesejáveis e perigosos. Elas apenas tornam o processo mais rápido e de fácil controle para o médico e, na maioria das vezes, levam a uma cascata de intervenções (quando uma intervenção leva a outra).

Por exemplo, por ainda não estar na hora do parto acontecer naturalmente, o trabalho de parto não progride e a gestante vai parar em uma cesárea desnecessária. E a pobre mãe ainda acha que não é perfeita porque não conseguiu dilatar. Teria conseguido se o médico esperasse o trabalho de parto acontecer naturalmente.

A gestante também sofrer demais com as contrações provocadas pela ocitocina sintética (muito mais dolorosas e intensas do que as provocadas pelo hormônio produzido por seus próprio corpo) e precisar de uma anestesia que pode parar a progressão do trabalho de parto e, também, levar a uma cesárea.

As contrações exageradas por conta do hormônio sintético podem gerar sofrimento fetal, o que acabaria em uma cesárea ou, antes disso, na monitoração intermitente dos batimentos cardíacos fetais que chegaria (de novo) em uma cesárea ou em parto com fórceps/vácuo extrator e episiotomia na mãe.

Tais contrações tão fortes também podem levar a um parto rápido demais e aumentar o risco de hemorragia materna pós-parto.

Tem também a velha questão sobre o bebê já ter passado das 37 semanas e estar pronto para nascer. Como já vimos em outro post, isso nem sempre é correto e muitas vezes a criança nasce prematura precisando ir direto para o UTI.

Em quase todos esses caminhos o bebê não teria o primeiro contato imediato com a mãe, tornando o vínculo tardio e prejudicando a amamentação. O próprio uso da anestesia deixa o bebê mais sonolento, sem vontade de sugar e comprometendo a amamentação na primeira hora de vida.

Minha antiga obstetra falava em indução de parto após 40 semanas e condução no caso de eu entrar em trabalho de parto espontaneamente. Como eu fugi disso? Lendo muito, informando-me, e confrontando-a. Mudei a história de nascimento da minha Gabriela e os caminhos da minha vida. Você também pode, acredite. Não tenha medo de lutar por um parto respeitoso e (de fato) seguro.

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Escolhi ser Mãe | 2013
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